Medalhista olímpico é barrado nos EUA e deputado pede reciprocidade

Hugo Calderano atleta tênis de mesa Misto Brasil
Hugo Calderano durante os jogos Olímpicos quando foi medalhista/Arquivo/Agência Brasil
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O brasileiro tentou obter um visto emergencial para que pudesse disputar o torneio WTT Grand Smash em Las Vegas, mas não obteve sucesso

Por Misto Brasil – DF

O mesatenista brasileiro Hugo Calderano foi impedido de entrar nos Estados Unidos nesta quinta-feira (03). Sua assessoria disse que ele foi barrado por ter visitado Cuba em 2023, onde disputou um campeonato de sua modalidade.

O atleta, que possui passaporte português, tentou entrar nos EUA através de um programa que permite viagens de até 90 dias a passeio ou a negócios para pessoas que sejam de uma lista de 42 países que inclui os Estados-membros da União Europeia (UE). O Brasil não está entre os beneficiados.

O benefício, no entanto, é automaticamente revogado se a pessoa tiver viajado anteriormente para algum país que conste na relação de “banidos” pelos EUA, como Irã, Coreia do Norte e Cuba – onde Calderano esteve em 2023 para disputar os Jogos Pan-Americanos e buscar a qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris de 2024.

O brasileiro tentou obter um visto emergencial para que pudesse disputar o torneio WTT Grand Smash em Las Vegas, mas não obteve sucesso, mesmo com o apoio da Associação de Tênis de Mesa dos EUA e do Comitê Olímpico americano.

O agendamento da entrevista foi aprovado, mas não havia disponibilidade para uma reunião consular em tempo hábil até o início da competição.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) encaminhou ofícios ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e ao Encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil, Gabriel Escobar.

Ele solicitou providências imediatas diante do constrangimento sofrido pelo atleta olímpico Hugo Calderano, impedido de entrar nos Estados Unidos para disputar o torneio internacional WTT Grand Smash Las Vegas.

Nos ofícios, Hauly exige apuração imediata do ocorrido pelas autoridades norte‑americanas; retratação formal ao atleta e ao governo brasileiro; e garantia de que situações semelhantes não voltem a ocorrer com cidadãos brasileiros.

Caso o episódio não seja devidamente esclarecido, o parlamentar defende a adoção de medidas de tratamento recíproco a viajantes norte‑americanos.

“O esporte nunca deveria ser palco de barreiras políticas ou discriminatórias. Estamos vigilantes para que todos os nossos atletas tenham assegurado o direito de competir em igualdade de condições”, completou.

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