Países definem defesa da democracia e do multilateralismo

Lula da Silva e líderes latinos reunião
Lula da Silva ao lado de outros quatros líderes de países que se reuniram no Chile/Divulgação/PR
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Os cinco líderes, entre eles o do Brasil, afirmaram que a democracia está ameaçada em muitas partes do mundo

Por Misto Brasil – DF

Os chefes de Estado e de governo do Chile, Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai se reuniram em Santiago, no Chile, nesta segunda-feira (21) em defesa da democracia e do multilateralismo, numa tentativa de fazer frente à ascensão do extremismo e do autoritarismo em diferentes partes do mundo.

Sob o lema “Democracia Sempre”, a cúpula de líderes progressistas ocorreu em um momento de crescimento de partidos e governos de extrema direita na  Europa e na América Latina.

Os cinco líderes afirmaram que a democracia está ameaçada em muitas partes do mundo por elementos que, como disse o presidente chileno e anfitrião do encontro, Gabriel Boric, são “mais sutis” do que a força militar, como “a desinformação, a disseminação do ódio, a corrupção ou a concentração de poder”.

Em aparição conjunta no Palácio de La Moneda, a sede do governo chileno, os líderes instaram seus colegas progressistas em todo o mundo a formarem uma frente comum e “partirem para a ofensiva” contra o que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, descreveu como um “movimento internacionalista reacionário de ódio e mentiras”.

Para tal, o presidente do Brasil, Lula da Silva, disse ser necessária “uma nova ofensiva antidemocrática”.

O colombiano Gustavo Petro reforçou o pedido em prol da união das forças progressistas. “O progressismo global deve se unir ao redor do mundo e acender a luz quando a escuridão cair”.

A iniciativa das nações progressistas surgiu no passado, quando Lula e Sánchez organizaram uma reunião contra o extremismo no âmbito da 79ª Assembleia Geral da ONU, da qual Boric também participou.

O presidente chileno anunciou nesta segunda-feira que os líderes do México, Honduras, Reino Unido, Canadá, África do Sul, Dinamarca e Austrália se juntarão em breve a esse grupo.

E todos estarão presentes na próxima reunião, a ser realizada em setembro em Nova York, paralelamente à sessão da Assembleia Geral da ONU, informou a DW.

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