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Extradição de Zambelli pode demorar dois anos

Carla Zambelli arma perseguição Misto Brasília

Deputada Carla Zambelli usa arma contra homem numa perseguição política em São Paulo/Arquivo/Reprodução vídeo

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Durante este período,  deputada federal permanece em território italiano para organizar sua defesa

Por Misto Brasil – DF

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa pelo governo italiano nesta terça-feira (29), em Roma. A deputada agora enfrenta uma batalha jurídica que pode se arrastar por anos.

Apesar da prisão, Zambelli não deve desembarcar no Brasil tão cedo.

Leia: deputada Carla Zambelli foi presa pela polícia italiana

Processos de extradição similares levaram entre dois e três anos para conclusão. Durante este período, Zambelli permanece em território italiano para organizar sua defesa.

Caso a Justiça italiana aceite os argumentos da Justiça brasileira, reconheça a legitimidade da condenação e autorize a extradição, Zambelli retornaria ao Brasil para cumprir a pena de dez anos.

“As pessoas acham que é simples: prendeu, já vem. Não é assim que funciona. O processo de extradição tem uma maratona burocrática que pode durar anos”, explica a advogada Jacqueline Valles, Mestre em Direito Penal.

“Primeiro, os italianos checam se todo processo está adequado. Na segunda fase, vem a comparação das leis. Aqui também não deve ter problema, já que a Itália não extradita quando há risco de pena de morte ou prisão perpétua – e esse não é o caso de Zambelli”.

Depois, os juízes italianos vão dissecar cada vírgula do processo brasileiro para ver se tudo ocorreu de forma adequada, se a deputada teve direito de defesa e se a sua condenação não foi fruto de uma perseguição política.

Jacqueline acredita que este será o argumento da defesa da deputada: alegar perseguição política contra apoiadores do ex-presidente Bolsonaro

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