O movimento acompanhou a tendência vista no exterior por conta de uma bateria de dados econômidos nos Estados Unidos
Por Misto Brasil – DF
O dólar encerrou a semana em dupla queda com dados mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos e a vigência do ‘tarifaço’ do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os produtos de países parceiros comerciais.
Nesta sexta-feira (1º), o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,5456, com queda de 0,99%, informou a equipe do MoneyTimes.
O movimento acompanhou a tendência vista no exterior. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 1,16%, aos 98,807 pontos.
O dólar perdeu força ante as moedas globais com uma bateria de dados econômicos nos Estados Unidos.
Entre eles, o relatório oficial de empregos veio mais fraco do que o esperado para julho e, em reação, os investidores recalibraram as apostas de cortes nos juros pelo Federal Reserve (Fed) até o final do ano.
O payroll apontou a criação de 73 mil vagas de emprego no mês passado, abaixo da expectativa de 100 mil postos. A taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%.
O Departamento do Trabalho norte-americano também revisou o dado de junho de 147 mil para 14 mil vagas no mês.
“Esses dados criam um desafio para o duplo mandato do Fed, que agora tem que ponderar não apenas a trajetória da inflação e os efeitos incipientes das novas tarifas, mas também um enfraquecimento substancial no mercado de trabalho”, afirmou Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad.
Após o relatório de emprego, a probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual pelo Fed em setembro saltou de 37,7% (ontem) para 80,8% hoje, de acordo com a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group. Já a chance de manutenção dos juros também caiu de 62,3% para 19,2%.





















