Jornalista José Roberto Guzzo morreu aos 82 anos

Augusto Nunes e JR Guzzo jornalistas Misto Brasil
Augusto Nunes e JR Guzzo eram sócios e trabalharam anos juntos/Arquivo/Augusto Nunes
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O profissional passou por várias redações e atualmente era um dos conselheiros da Revista Oeste, que ajudou a fundar

Por Misto Brasil – DF

Morreu, na madrugada deste sábado (02), aos 82 anos, o jornalista José Roberto Dias Guzzo, mais conhecido como J. R. Guzzo.

O jornalista teve um infarto e não resistiu, segundo informações da Revista Oeste, da qual foi um dos fundadores e integrante do conselho editorial.

Guzzo foi diretor de redação da revista Veja entre 1976 e 1991, período em que o veículo publicou algumas de suas reportagens mais relevantes e lançou uma edição paulista, a Veja São Paulo.

Dirigiu ainda a revista Exame, integrou o conselho editorial da Abril e foi colunista do jornal mineiro O Tempo.

Amigo pessoal e parceiro de Guzzo na fundação da revista Oeste, Augusto Nunes lamenta a morte e afirma que a perda do colega deixa uma lacuna no jornalismo do país.

Segundo Nunes, Guzzo estava no auge, pois após dirigir redações, desfrutava de um momento como cronista.

“Eu gostava muito do modo de escrever do Guzzo. Ele fazia parecer fácil. Aparentemente era simples o texto, mas era muito refinado”, registrou a Zero Hora.

Guzzo iniciou a carreira como repórter do jornal Última Hora de São Paulo, em 1961. Cinco anos depois, foi trabalhar no Jornal da Tarde, que acabara de ser lançado pelo Grupo Estado, do qual foi correspondente em Paris.

Foi na Editora Abril, porém, que Guzzo trabalhou a maior parte da carreira.

Em 1968, fez parte da equipe fundadora da Veja, como editor de Internacional, e depois foi correspondente em Nova York. Cobriu a guerra do Vietnã e acompanhou a visita pioneira do então presidente americano, Richard Nixon, à China, em 1972. Foi o único jornalista brasileiro presente ao encontro de Nixon com o líder chinês Mao Tsé-tung.

Em 1976, aos 32 anos, Guzzo assumiu a direção da Veja, que ocupou até 1991.

Neste período, a publicação saiu do vermelho e sua circulação passou de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo, atrás apenas das americanas Time e Newsweek e da alemã Der Spiegel.

Por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, ganhou o apelido de “mão peluda” na redação.

Em 1988, passou a acumular a direção da Veja com o cargo de diretor-geral da Exame, encarregado de reinventar a revista. Deixou a Veja em 1991, encerrando um ciclo na revista.

Depois de um ano sabático, voltou à ativa, dedicando-se exclusivamente à Exame, primeiro como diretor editorial e depois como publisher. Nos 11 anos em que esteve à frente da revista, transformou-a na publicação mais rentável, em termos relativos, da Abril.

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