Ícone do site Misto Brasil

Planos de saúde impõe limites no atendimento aos autistas

STJ Tribunal Tribunal de Justiça Misto Brasil

Frente do tribunal que julga matérias que vêm da segunda instância/Arquivo/Divulgação

Os limites administrativos das empresas deverá ser decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme informou a Autistas Brasil

Por Misto Brasil – DF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu umaação em que é contestada a decisão dos planos de saúde que imopõe limites administrativos à cobertura de terapias prescritas a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil) apresentou ao STJ um parecer técnico no julgamento do Recurso Especial nº 2.167.050/SP.

A entidade garante que “os limites são ilegítimos e incompatíveis com os direitos fundamentais da criança”.

A Autistas Brasil informou que os planos de saúde têm se limitado a oferecer abordagens ultrapassadas, “moldadas por interesses de mercado, e não pelos direitos das crianças”.

“Em vez de promoverem práticas atualizadas, alinhadas à Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, preferem seguir modelos prontos e generalistas, que desconsideram a singularidade de cada caso”.

Para a Autistas Brasil, não cabe às operadoras padronizar tratamentos ou restringir o acesso com base em tabelas administrativas.

“Tratar todas as crianças como iguais diante da complexidade do autismo é uma violação à ética do cuidado”, disse o presidenteentidade e pesquisador da Unicamp, Guilherme de Almeida.

“Cada sujeito tem uma história, uma realidade familiar, um modo de estar no mundo. Limitar isso é desumano”.

Sair da versão mobile