Não somos obrigados a vender nossa alma ao demônio. Se dermos a cabeça de Alexandre de Moraes, o que mais vai ser levado de nós?
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Prometi a mim mesmo que antes de partir dessa para melhor, vou aprender alemão, a língua em que tudo que se pensa tem uma palavra.
Entre as obras que gostaria de ler, em alemão, seria Fausto. Trata-se de um poema de Johann Wolfgang von Goethe, em que o doutor Fausto, insaciável, querendo o supremo saber, aceita a oferta da tal sabedoria do cão Mephistófeles.
Mas ele vai ter que lhe dar a sua alma em troca.
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Nesse sábado, o vice-chefe do Itamaraty dos Estados Unidos, Christopher Landau, disse que tinha um juiz usurpador no Brasil que estava acabando com a amizade Brasil-Estados Unidos.
Ele usava o Estado de Direito para prender pessoas e atingir leis dos Estados Unidos.
Ele nos convida a nos livrarmos do tal juiz. Dar um golpe de Estado – talvez -, para que tenhamos o supremo direito de voltar a ter amizade com os Estados Unidos.
Alexandre de Moraes não é Deus. Nossos políticos não são deuses.
Mas não somos obrigados a vender nossa alma ao demônio em nome de uma pretensa sabedoria. Se dermos a cabeça de Alexandre de Moraes, o que mais vai ser levado de nós? Nossa alma brasileira, cheia de defeitos, é nossa.
Fausto vendeu a dele. Não precisamos vender a nossa.



















