A guilhotina francesa e o punhal nordestino

Deputado Hugo Motta Câmara dos Deputados Misto Brasil
Hugo Motta durante sessão no plenário da Câmara dos Deputados/Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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Hugo Mota é político paraibano. Ele vem da terra de Epitácio Pessoa, da República Velha, de João Pessoa, da Revolução de 30, do gentilista José Américo

Por Genésio Arapújo Júnior – DF

Em setembro de 1793, ainda estamos em agosto, começava a fase do terror na Revolução Francesa. Robespierre, lembra dele, eliminava os inimigos da Revolução, mas o bicho pegou quando ele mandou para a guilhotina o heróico Danton, membro como ele do Comitê de Salvação Publicar. Nada mais simbólico.

Corre a lenda que o sangue de Danton era o mais vermelho que se viu jorrar.

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Hugo Mota é político paraibano. Ele vem da terra de Epitácio Pessoa, da República Velha, de João Pessoa, da Revolução de 30, do gentilista José Américo, de Ronaldo Cunha Lima, pós 1988.

Nenhum deles chegou a tanto poder, tão novo como Mota.

Hugo Mota viu na crise do motim parlamentar seu pior momento. Ele tem jeito de cavalheiro.

Deveria ter usado a guilhotina, mas sua turma não deixou. Na terra de Hugo Mota se diz que boi sabe a cerca que fura. Parece que passou a hora da guilhotina, mas ele vai ter que usar o punhal, a arma que, para eliminar, tem que sentir o cheiro de quem se mata.

Entre sua turma e a necessidade de honrar a tradição firme da política paraibana, goste ou não, ele está fadado a fazer alguém sangrar em praça pública para reestabelecer sua autoridade.

A política é uma atividade nobre, mas às vezes o sangue jorrado dá autoridade para as nobres missões.

 

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