O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar uma continuidade na trajetória de deflação de alimentos nos próximos meses
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa avançou mais de 2 mil pontos com uma combinação de fatores: dados de inflação abaixo do esperado no Brasil e nos Estados Unidos, reação a balanços corporativos, forte desempenho das blue chips e recordes em Wall Street.
Nesta terça-feira (12), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 1,69%, aos 137.913,68 pontos. Durante a sessão, o Ibovespa chegou a subir mais de 2% e operar no nível dos 138 mil pontos.
Leia: índice da construção variou 0,31% em julho
Leia: alimentação teve variação negativa em julho
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,3870, com queda de 1,01%.
No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em julho, ante expectativa de 0,35%. A inflação acumula alta de 3,26% entre janeiro e julho e de 5,23% em 12 meses.
Após o dado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse esperar uma continuidade na trajetória de deflação de alimentos nos próximos meses, entre outras razões, pelo forte desempenho da safra agrícola no país neste ano.
O impasse nas negociações comerciais com os Estados Unidos e a expectativa de um plano de contingência para empresas e setores afetados pela tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ficaram em segundo plano.
Os balanços do segundo trimestre (2T25) continuaram a movimentar a carteira teórica do Ibovespa. Nesta terça-feira (12), os destaques foram para BTG Pactual e Sabesp (SBSP3), que subiram mais de 10% e lideraram a ponta positiva do principal índice da bolsa brasileira.

