Seminário em Brasília alerta que o transporte coletivo é peça-chave para a redução das emissões de gases de efeito estufa
Por Misto Brasil – DF
Os empresários do setor de transporte publico por ônibus reunidos em Brasília desde ontem (12), querem um amplo debate sobre os impactos do trabnsporte no meio ambiente.
A discussão no seminário nacional termina nesta quarta-feira (13), no Royal Tulip, com foco em torno de proposta que serão discutidas na COP30 para o setor. Uma delas, é a eletrificação da prota.
“Nosso seminário reúne diferentes visões e setores para construir consensos em torno de um transporte público moderno, eficiente e justo para todos os brasileiros”, comentou o presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Edmundo Pinheiro.
A entidade alerta que o transporte coletivo é peça-chave para a redução das emissões de gases de efeito estufa, sendo mais eficiente e sustentável do que o transporte individual.
Para atrair mais usuários, segundo a NTU, é preciso investir em qualidade, inovação e acesso universal, com tarifas módicas e financiamento público adequado.
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transporte e Mobilidade (Consetrans) e secretário de Transporte do Espírito Santo, Fábio Damasceno, manifestou preocupação com a forte dependência de subsídios.
Ele considera um risco para a perenidade do sistema de transporte. Damasceno defendeu a necessidade de investimentos contínuos, independentemente das mudanças políticas.
O sindicalista acredita que o setor necessita de certezas contratuais para que os empresários possam planejar e investir em longo prazo sem receios políticos”, afirmou.
Em sua fala, o secretário de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Zeno Gonçalves, comparou o crescimento do transporte público no DF com o aumento de subsídios para o setor.
Segundo ele, embora a participação dos coletivos na matriz transporte tenha reduzido de 32% para 24% desde 2011.
“O GDF vem aumentando os investimentos em custeio do transporte, mantendo as tarifas congeladas desde 2020, renovando e ampliando a frota com veículos de alta tecnologia, mais seguros, mais confortáveis e menos poluentes”.
No Anuário NTU 2024-25 indicou a estagnação preocupante nos investimentos em infraestrutura.
O destaque principal vai para a revolução silenciosa dos subsídios públicos e da tarifa zero, que vem mudando a forma como o transporte é financiado em muitas cidades brasileiras.
Nos últimos cinco anos, o número de municípios que subsidiam o transporte coletivo mais que dobrou. Passou de 120 para 241.
Além desse total, existem atualmente 154 cidades com tarifa zero, sendo que em 127 delas o benefício é pleno e universal, ou seja, válido em todos os dias da semana e para todos os























