Prisão domiciliar de Bolsonaro é justa para a maioria

Jair Bolsonaro STF depoimento de Mauro Cid Misto Brasil
Bolsonaro durante o depoimento de Mauro Cid no Supremo Tribunal/Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil
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Pesquisa apontou que 55% apoiam a medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Levantamento da Quaest mostra que 39% consideram injusta

Por Misto Brasil – DF

A maioria dos brasileiros considera justa a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (25).

De acordo com o levantamento, 55% apoiam a medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 39% a consideram injusta. Outros 6% não souberam ou não quiseram responder.

A prisão foi decretada em 4 de agosto após Bolsonaro descumprir medidas cautelares, incluindo restrições relacionadas ao uso de redes sociais e participação em eventos públicos.

A pesquisa também apontou que 57% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente participou de uma chamada de vídeo em ato com apoiadores com o objetivo de provocar Moraes.

Apenas 30% afirmaram que ele não compreendeu bem as regras impostas e errou. Os demais 13% não souberam opinar.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

As respostas foram coletadas, portanto, antes mesmo de a Polícia Federal (PF) concluir que Bolsonaro realizou mais de 300 compartilhamentos de vídeos no WhatsApp durante o período em que já estava proibido de usar redes sociais, incluindo perfis de terceiros, informou o InfoMoney.

Durante o Seminário de Verão, realizado no mês passado em Coimbra, Portugal, o site Migalhas conversou com o corregedor Nacional, ministro Mauro Campbell Marques, sobre o tema.

Ao ser questionado sobre o fato de que decisões do CNJ e do CNMP que aplicam aposentadoria de magistrados e promotores não resultam em perda imediata de vencimentos, o corregedor afirmou que “a crítica é razoável”, mas defendeu um olhar equilibrado sobre o tema.

Para o ministro, embora a pena máxima prevista atualmente na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) seja desproporcional diante de condutas gravíssimas, o confisco total da aposentadoria, sem processo judicial, também representaria violação de direitos fundamentais.

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