Japão deve comprar “terras raras” de Goiás

Reunião Goiás e comitiva japonesa Misto Brasil
Comitiva japonesa é recebida no Palácio Pedro Ludovico Teixeira/Walter Folador/Divulgação
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Os entendimentos estão consistentes, segundo o embaixador japonês Teiji Hayashi, que visitou mineradoras no estado

Por Misto Brasil – DF

O embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, comentou que há um “avanço concreto e real” para acerto de parceria entre o governo de Goiás e o seu país para a exploraçãop de terras raras.

O diplomata esteve nesta semana no Palácio Ludovico Teixeira e se reuniu com asessores e o governador Ronaldo Caiado. Ficou definido que a interlocução entre o Estado e o governo japonês será conduzida pela Embaixada do Japão em Brasília.

Nesta sexta-feira, o diplomata visitou a mineradora Serra Verde, em Minaçu. O grupo foi conhecer também a planta fabril da Aclara Resources, em Aparecida de Goiânia.

As reservas goianas representam cerca de 25% da disponibilidade mundial deste tipo de minério. O insumo imprescindível para o desenvolvimento tecnológico.

Os 17 elementos de terras raras são aplicados em tecnologias de ponta e transição energética global, com utilização em turbinas eólicas, veículos elétricos, baterias, equipamentos militares e data centers.

A atividade mineral no estado detém as duas primeiras etapas para a comercialização do minério – sendo o único ponto fora da Ásia a realizar a produção em larga escala.

“Chegamos a um entendimento para avançar na cooperação entre Goiás e o governo japonês, não apenas na exploração, mas também no processamento das terras raras”, comentou o governador.

Na quarta-feira (27) foi publicada a Lei nº 23.597 que institui a Autoridade Estadual de Minerais Críticos. A medida estabelece governança para todas as etapas da mineração e cria a possibilidade de um fundo de pesquisa.

A legislação, segundo op governo goiano, fortalece operações existentes em Minaçu, Nova Roma e Iporá. Em Minaçu, a Serra Verde Pesquisa e Mineração (SVPM) produz em escala comercial disprósio (Dy) e térbio (Tb), além de neodímio (Nd) e praseodímio (Pr).

Em Nova Roma, o investimento no processamento de argilas iônicas deve alcançar R$ 2,8 bilhões, com geração estimada de 5,7 mil empregos em Goiás.

Em Aparecida de Goiânia, a multinacional chilena Aclara Resources inaugurou em abril deste ano uma planta fabril com aporte inicial de R$ 30 milhões.

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