O militar estaria usando as redes sociais a partir do perfil de sua mulher, Mariana Naime. Ele é acusado de golpe de Estado
Por Misto Brasil – DF
O coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Jorge Naime, não deverá ser preso novamente se depender da Procuradoria-Geral da República.
Acusado de crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e violação de deveres, o militar estaria usando as redes sociais a partir do perfil de sua mulher, Mariana Naime.
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A acusação partiu Federação Nacional de Entidades de Praças Militares Estaduais (Fenepe). Naime usa tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as rede sociais.
Em duas entrevistas a canais do YouTube que são porta-vozes da direita e da extrema direita, Mariana recorreu a um “assessor” que estava fora do enquadramento da câmera para lembrar ocorridos no campo de batalha da Praça dos Três Poderes.
Ela fez as participações de casa, por videoconferência, conforme registrou uma reportagem do Estadão.
Para o procurador-geral, Paulo Gonet, não foi possível constatar, “com grau suficiente de certeza”, a identidade da pessoa a qual a mulher do coronel recorreu. O parecer é de sexta-feira (29).
Mariana respondeu em nota para o jornal que há uma tentativa de “calar uma voz feminina que ousou expor fatos incômodos”.
Também disse que tentam “imputar ao coronel Naime responsabilidades por falas dela”, o que significa “uma afronta ao princípio constitucional da intranscendência da pena – ninguém pode ser punido por atos de terceiros”.




















