Banco Central não autorizou o negócio Master-BRB

BRB Paulo Henrique Costa Misto Brasil
Paulo Henrique foi o presidente do Banco de Brasília/Arquivo/Divulgação
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A negativa foi confirmada em fato relevante anunciado ao mercado pelo banco estatal. O negócio é da ordem de R$ 2 bilhões

Por Misto Brasil – DF

O Banco Central (BC) não autorizou a conclusão do negócio da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O negócio tinha sido aprovado pela Câmara Legislativa e também pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) e também a direção do BRB, através do presidente Paulo Henrique, não se manifestaram oficialmente sobre o assunto. Atualizado às 22h58

A negativa foi anunciado através de fato relevante do banco estatal. O BRB disse no comunicado que o contrato entre as partes será rescindido de acordo com os seus termos e condições.

“O BRB apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão, com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”, disse o banco estatal em fato relevante.

Segundo uma reportagem do Estadão, o banco estatal deve insistir no negócio após ter acesso aos fundamentos que embasaram a decisão do BC.

Uma fonte próxima ao BRB disse à Agência Reuters que o banco avalia os próximos passos e que vai procurar mitigar os eventuais riscos identificados pelo BC.

O negócio foi anunciado em março, quando o conselho de administração da instituição estatal aprovou um contrato de compra e venda de ações do Master, para aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e, consequentemente, 58% do capital total do banco, garantindo voto em seu respectivo conselho.

Apesar da aprovação pelos distritais, o negócio foi questionado duas vezes pela justiça e recebeu protestos no Senado Federal.

A análise do Cade havia sido concluída em junho, com aprovação sem restrições, uma vez que a participação conjunta das instituições no mercado não ultrapassaria 20%.

O InfoMoney divulgou há pouco que um dia depois da manifestação do Cade, o BC aprovou aumento de R$ 1 bilhão no capital do Master, para R$ 3,76 bilhões, no que parecia ser até então mais um avanço envolvendo o acordo pela aquisição do banco.

O Banco Central vinha avaliando se o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, tinha capacidade suficiente para suportar a nova estrutura de capital.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, havia dito em julho que o BC estava analisando a viabilidade da operação, e não a conveniência da aquisição dos ativos pelo BRB.

Ofício do Banco Central

“Referindo-nos ao requerimento de 28 de março de 2025 e demais documentos apresentados ao longo do processo, comunicamos que o Banco Central do Brasil, por decisão da Diretoria Colegiada, de 3 de setembro de 2025, indeferiu seu pedido de autorização para participação no capital do Banco Master S.A. e, de forma indireta, no Banco Master Múltiplo S.A., Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, Will Holding Financeira S.A., Will Produtos Ltda. e Maximainvest Securitizadora de Créditos Financeiros S.A., conforme Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças, de 28 de março de 2025, em razão do indeferimento do pedido de autorização para alteração do controle societário do Banco Master S.A., comunicado diretamente à referida instituição”.

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