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Defesa de Bolsonaro disse que não há provas consistentes

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Celso Villardi durante sua manifestação em defesa do ex-presidente Bolsonaro/Rosinei Coutinho/STF

Celso Villardi disse que “estamos diante de um julgamento histórico”. Em seguida, bradou que as provas são infundadas e inexistentes

Por Misto Brasil – DF

O advogado de defesa de Bolsonaro, Celso Villardi, inicia, nesta quarta-feira (3), a arguição em defesa do ex-presidente acusado de participar da trama golpista do 8 de janeiro.

Segundo ele, não há provas consistentes que comprovem envolvimento do ex-presidente no plano golpista.

Na abertura de sua fala, ele disse que “estamos diante de um julgamento histórico”. Em seguida, bradou que as provas são infundadas e inexistentes.

Ele diz que o julgamento acontece “com base em uma delação e uma minuta encontrada em celular de quem hoje é ajudado pela justiça. O que aconteceu com a investigação da PF é na verdade uma sucessão inacreditável de fatos“.

“Porque, na verdade, foi achada uma minuta do punhal verde amarelo, minuta planilha de operação luneta e como todos nós sabemos o trágico episódio do 8 de janeiro”, avaliou.

Villardi diz, ainda, que não há uma única prova que “atrele o [ex] presidente ao punhal verde e amarelo, operação luneta, ao 8 de janeiro. Nem o delator — que sustento que mentiu — , nem ele chegou a dizer a participação punhal, luneta, copa, 8 de janeiro. não há uma única prova. como vou salientar aqui com todo o respeito, vou comprovar que a denúncia proposta sobre o crime do contraditório, o MP sequer fez prova. Não há prova, vou tratar disso. Tratar também de um processo histórico e tão difícil para a defesa”.

A Primeira Turma do STF iniciou o julgamento da ação penal contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Bolsonaro responde por cinco crimes, cujas penas podem somar até 43 anos de prisão.

Na segunda-feira (1º), as lideranças do Partido Liberal (PL) adiantaram à Sputnik que Bolsonaro não compareceria ao julgamento desta semana. Mais cedo, de acordo com a defesa do ex-presidente, Bolsonaro não deve comparecer à abertura da sessão por razões médicas.

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