Ibovespa voltou aos níveis recordes com “pesos-pesados”

Bolsa de valores Ibovespa economia Misto Brasil
O mercado de ações é feito pela bolsa de valores e o mercado financeiro/Arquivo/Divulgação
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O principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 0,81%. O dólar fechou em queda de 0,11% a R$ 5,44

Por Misto Brasil – DF

O Ibovespa interrompeu a sequência de perdas e voltou aos níveis recordes com impulso dos “pesos-pesados” e bom humor de Wall Street com expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos.

Nesta quinta-feira (04), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 0,81%, aos 140.993,25 pontos. Com o avanço, o Ibovespa voltou a se aproximar do recorde registrado em 29 de agosto, quando atingiu os 141.422,26 pontos.

O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,4468, com queda de 0,11%, registrou o MoneyTimes.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam dados.

Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,133 bilhões em agosto, saldo 35,8% mais alto do que o observado em agosto de 2024, quando ficou positivo em US$ 4,5 bilhões. Os dados foram divulgados na tarde de hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O câmbio passou a registrar queda ao longo da sessão, revertendo a leve alta observada pela manhã.

O movimento acompanhou o maior apetite por risco nos mercados globais, refletido na alta das bolsas americanas e na aceleração do Ibovespa, que superou os 141 mil pontos, em meio à expectativa pela divulgação do Payroll de agosto.

Nos fundamentos, os rendimentos dos Treasuries recuaram após dados mais fracos do mercado de trabalho nos EUA, com a criação de vagas no setor privado aquém das projeções e pedidos de auxílio-desemprego acima do esperado.

Esse quadro reforçou a percepção de enfraquecimento gradual da economia americana e elevou para mais de 97% a probabilidade de corte de juros pelo Federal Reserve já em setembro. Nesse cenário, a queda das taxas de juros nos EUA, combinada à melhora no sentimento global, favoreceu a desvalorização do dólar frente ao real.

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