Com o objetivo de facilitar a evacuação dos habitantes da cidade, o Exército declarou a área de Mawasi como zona humanitária
Por Misto Brasil – DF
O Exército de Israel informou neste sábado (06) que designou uma nova “zona humanitária” em Khan Yunis, cidade no sul da Faixa de Gaza, enquanto continua sua ofensiva para ocupar completamente a Cidade de Gaza.
O anúncio surge depois de o Exército ter também avisado na sexta-feira que “nos próximos dias” iria lançar uma campanha de bombardeios contra os últimos edifícios altos que ainda se mantêm de pé na capital de Gaza, alegando ter encontrado neles “infraestruturas terroristas”.
Neste sábado, o Exército israelense confirmou ter bombardeado outra torre residencial de grande altura na cidade de Gaza, garantindo que ela era “usada pelo Hamas”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou como uma “etapa decisiva” na guerra contra o Hamas – grupo considerado organização terrorista tanto por Israel quanto por outros países, incluindo EUA, Alemanha e vários países muçulmanos.
“Diante da expansão da operação terrestre na Cidade de Gaza e da tomada de bastiões do Hamas como parte da Operação Carruagens de Gideão 2, o Exército anunciou a designação de uma zona humanitária em Khan Yunis”, diz o comunicado militar.
No texto, o Exército também garante que esta nova “zona humanitária” inclui “hospitais de campanha, aquedutos e instalações de dessalinização” e que haverá um “fornecimento contínuo de alimentos, tendas, medicamentos e equipamento médico”.
“A partir de agora, e com o objetivo de facilitar a evacuação dos habitantes da cidade, declaramos a área de Mawasi como zona humanitária”, anunciou em uma mensagem em árabe publicada nas redes sociais pelo porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee. “Aproveitem a oportunidade e dirijam-se sem demora para a zona humanitária”.
O certo é que Israel já havia estendido no ano passado até Khan Yunis a região conhecida como “área humanitária”, que na época se limitava à zona costeira de Mawasi (no sudoeste), que abriga um conjunto de acampamentos, onde vivem centenas de milhares de civis de todas as partes de Gaza que buscam abrigo da guerra entre Israel e Hamas. Neles, os habitantes do território têm vivido em condições precárias, sem luz e sem água.





















