Em diferentes palanques, defensores de Bolsonaro falaram em anistia ampla. Pelo lado da esquerda, todos foram contra
Por Misto Brasil – DF
Em ato organizado pelos movimentos sociais e centrais sindicais, milhares de pessoas se reuniram neste domingo (07) de manhã na Praça da República, em São Paulo.

O ato ocupou ainda uma avenida próxima e foi marcado por bandeiras e faixas em favor da soberania popular e de pautas ligadas aos trabalhadores, como o fim da escala 6×1, a isenção do Imposto de Renda para os que recebem até R$ 5 mil e a taxação progressiva, chegando aos mais ricos.
A mobilização defendeu ainda posição contrária à anistia e a intervenções como o tarifaço do governo Donald Trump.
A defesa dessas bandeiras se estendeu a programas do governo e à atuação da Justiça. Os discursos lembraram também o julgamento de Bolsonaro e dos demais envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, além de citar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e as mobilizações da direita pela anistia.
Também se manifestaram contra as intervenções dos Estados Unidos no continente.
O tradicional Grito dos Excluídos, no Rio de Janeiro, foi realizado a poucos metros do desfile cívico-militar, no centro da cidade. Apesar de ter a soberania nacional como tema principal, também trouxe pautas diversas de sindicatos e movimentos sociais. Logo à frente, mães de jovens mortos por agentes do estado reivindicavam por justiça.

“A gente luta por uma perícia independente, e que esses casos vão à júri popular. Porque a mesma polícia que mata é a mesma que investiga. E muitas vezes, esses casos vão para júri militar, então eles que vão se julgar”.
“A gente não quer que outras mães carreguem as fotos dos filhos mortos em suas camisas. A gente luta para os que os jovens tenham direito à vida”, declarou Nívia do Carmo Raposo, mãe de Rodrigo Tavares, militar do Exército assassinado por milicianos em 2015 e fundadora do Movimento de Mães e Familiares de Vítimas da Violência Letal do Estado e Desaparecidos Forçados.

A direita protagonizada pelos bolsonaristas também fizeram manifestações neste domingo, Dia da Independência do Brasil.
Em áudio reproduzido em manifestações da direita neste 7 de Setembro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “daria tudo” para estar presente nos protestos, mas que hoje “está humilhado e preso porque enfrentou o sistema por amor ao povo”.
Michele, na gravação, afirma ainda que a família Bolsonaro é alvo de diversos abusos pelo Judiciário, o que inclui uso de tornozeleira, prisão domiciliar, “invasão” ao lar e exposição da intimidade. Segundo ela, por conta de supostos abusos, que denúncias têm sido levadas ao mundo.
Na capital federal, o ato bolsonarista reuniu parlamentares como Jaime Bagattoli (PL-RO), Zé Trovão (PL-SC), Mario Frias (PL-SP), Alberto Fraga (PL-DF), Damares Alves (Republicanos-DF), Izalci Lucas (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF).
Os discursos foram marcados por ataques ao STF e à condução do julgamento da chamada “trama golpista”, que apura a tentativa de Bolsonaro e aliados de reverter o resultado das eleições de 2022.
Izalci, por exemplo, defendeu a anistia ampla, geral e irrestrita para todos os condenados. E disse que a próxima eleição presidencial sem Jair Bolsonaro é Golpe.
No Rio de Janeiro, a manifestação se concentrou na orla de Copacabana, com bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Participaram do ato o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL-RJ).
Flávio afirmou que o evento é uma resposta política ao julgamento em curso no Supremo.
Em São Paulo, apoiadores de Bolsonaro se concentraram na Avenida Paulista, reforçando críticas ao Judiciário e pedindo liberdade para os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

