Lindbergh Farias celebrou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder do PL disse que o que se viu foi uma “maioria circunstancial”
Por Misto Brasil – DF
Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (11), o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), celebrou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e o julgamento de militares envolvidos na trama golpista.
O parlamentar classificou o momento como histórico e afirmou que o país está “se encontrando com a sua história”.
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“Esse dia, o Brasil está se encontrando com a sua história”.
“Olha, pela primeira vez militares que participaram da trama golpista estão sendo julgados. Num dia como esse, nós não temos como deixar de falar de 434 mortos pela ditadura militar, de 1.918 pessoas que foram torturadas”.
O deputado também exaltou os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial da ministra Cármen Lúcia, que citou nomes de vítimas do regime militar.
“Nós queremos agradecer esse voto histórico da ministra Cármen Lúcia, falando aos familiares de Rubens Paiva, de Vladimir Herzog, jornalista, de Zuzu Angel”.
Em nota, o líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), escreveu que “o que se viu foi a confirmação de uma maioria circunstancial, vergonhosa para quem leva a sério o Direito”.
“Ministros como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino conduziram o ato como se fosse um convescote, em vez de um julgamento de tamanha gravidade, com repercussões nacionais e internacionais”.
Ele afirmou quie a “oposição não se intimidará” e diz que seguirá “defendendo a anistia ampla, geral e irrestrita, denunciando os abusos, irregularidades e fraudes reveladas pela Lava Toga”.
Os nomes que serão condenados
Além de Bolsonaro, o voto de Cármen Lúcia também forma maioria para condenar outros sete membros do “núcleo crucial” da trama golpista pelos mesmos crimes.
Eles foram responsáveis por arquitetar o plano para impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir o poder.
- Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Braço direito do ex-presidente, esteve presente em diversas reuniões que levaram à arquitetura do plano de golpe. Sua delação foi peça principal para a denúncia da PGR.
- General Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-vice na chapa de Bolsonaro em 2022. Articulador da trama golpista e responsável pelo plano para assassinar autoridades.
- Alexandre Ramagem, ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Utilizou a estrutura da Abin para espionar opositores e favorecer os interesses políticos de Bolsonaro.
- Almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha. Apoiou planos de intervenção militar e ajudou a elaborar minuta golpista.
- General Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Representava a face “institucional” do golpe dentro do governo, conferindo legitimidade militar às conspirações.
- General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. Integrou o núcleo militar que apoiou a narrativa de fraude eleitoral e usou seu cargo para realizar pressão institucional.
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça. É acusado de ter se omitido no 8 de janeiro de 2023, quando comandava a segurança do Distrito Federal e bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Foi em sua casa que a PF encontrou a minuta de um decreto para instaurar um estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

