O ministro indicado por Dilma Rousseff

Ministro Luiz Fux STF julgamento Misto Brasil
Ministro Luiz Fux durante julgamento do processo contra Bolsonaro/Victor Piemonte/STF
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O voto do ministro Fux é histórico e surpreendeu a própria defesa dos acusados pela Procuradoria-Geral da República

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Meus amigos ultraconservadores me ligavam para esculachar, falando de uma ditadura do judiciário e que o Brasil era uma Venezuela. Dizia eles para terem calma e esperar o voto do ministro Luiz Fux na ação penal da tentativa de golpe.

Na Venezuela, um Fux não teria direito de fala.

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Leia: Fux vota para condenar um general e absolve outro

O voto do ministro Fux é histórico e surpreendeu a própria defesa dos acusados pela PGR. Sabe por quê? Fux é um punitivista. Fux, em março, no recebimento da denúncia, disse que não se podia dizer que não houve nada e que Alexandre de Moraes não deixou pedra sob pedra.

(0:45) Sabe por quê surpreendeu? Pois ele condenou toda a raia miúda no oito de janeiro e agora aliviou com os tais mandantes. Sabe por quê surpreendeu? Ele alegou que houve cerceamento de defesa, mas ele passou nove horas rebatendo cada uma das acusações.

Se ele pôde fazer, por que as defesas não poderiam fazê-lo? Ele fez maioria para condenar o general Braga Neto, que dizem ter o pulso de Bolsonaro de longa data, e o tenente coronel Mauro Cid, o traidor, para os bolsonaristas.

O voto de Fux é histórico, pois vem de um ministro indicado pelo petismo, prepara uma futura revisão do julgamento e mostra, para o horror da intervenção estrangeira, que há mais juízes no Brasil.

De fato, o Brasil não é uma Venezuela.

 

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