Seara é denunciada por supostos problemas ambientais

CPI do Rio Melchior CLDF Misto Brasil
Servidorfas públicas do Ibram durante depoimento na CPI do Rio Melchior/Divulgação/CLDF
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A companhia estaria operando sem respeitar diretrizes ambientais. E de 150 empreendimentos, duas empresas estão sem licença ambiental

Por Misto Brasil – DF

Na CPI do Rio Melchior servidoras do Instituto Brasília Ambiental denunciaram que dois empreendimentos que estão na região da bacia, estão operando sem licença ambiental. São elas a Suinobom Alimentos e Bonasa Alimentos.

Em depoimento na audiência pública desta quinta-feira (11), foi destacado supostas “graves irregularidades” no abatedouro da Seara Alimentos.

“A Seara realiza hoje uma atividade de abate de 280 mil aves por dia. Verificamos que tem uma série de incidentes ambientais, problemas operacionais e não conformidades. Temos vários autos de infração”, aconfirmou Simone de Moura Rosa, superintendente de Fiscalização, Auditoria e Monitoramento (Sufam) do Ibram.

A empresa possui licença de funcionamento, mas “vem descumprindo termos da outorga”.

Os membros da CPI aprovaram 10 requerimentos, entre convites de depoimentos e pedidos de intensificação de fiscalização a órgãos de controle.

Uma das requisições é para análise do solo e subsolo do interior do abatedouro da Seara, bem como pedidos para fiscalização da vigilância sanitária e fiscalização ambiental no local.

A CPI também pedirá mais informações sobre as empresas Frigocan indústria e Comércio de Subprodutos de origem animal e a Suinobom alimentos Ltda ME.

A presidente da CPI, deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania), lembrou que na visita técnica ao abatedouro, em 22 de agosto, foram encontradas máquinas sucateadas vazando.

“Me gerou preocupação a questão da drenagem do solo. O que vimos ali é crime de poluição”.

A superintendente de Licenciamento (Sulam) do Ibram, Nathália Lima de Araújo Almeida, disse que “parece estarmos diante de um ilícito administrativo de licenças ambientais e de outorga”.

“Para uma atividade desse porte, as condicionantes ambientais devem focar no lançamento do corpo hídrico. Temos claro descumprimento do pacto”, avaliou.

A superintendente da Sulam do Ibram explicou também que existe um “hiper uso da bacia do Melchior”.

“Temos uma ocorrência grande de atividades ali e, quando somadas, dão um efeito maior em que o corpo hídrico tem cada vez menos chances de retornar à classe 3 ou classes anteriores”.

“O grande desafio atual do Ibram é somar os impactos das atividades e fazer uma análise territorial, em que pese haja regularidade dos empreendimentos em sua individualidade. Na sua totalidade, quando somamos, a gente tem dificuldade de encontrar qual seria a equação perfeita e adequada para que a gente consiga ter a preservação daquele manancial”.

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