A diversificação de canais publicitários se torna essencial para garantir maior estabilidade, eficiência e adaptabilidade das campanhas
Por Misto Brasil – DF
A ação judicial movida pela PubMatic contra o Google serve serve de alerta para anunciantes que concentram grande parte de seus investimentos em uma única plataforma.
A big tech é acusada de práticas anticompetitivas no mercado de publicidade digital. O processo, protocolado nos EUA, pede uma indenização bilionária e se baseia em decisões judiciais que já apontaram condutas anticompetitivas por parte do gigante da tecnologia.
Para o CEO da US Media, Bruno Almeida, quando uma empresa concentra praticamente toda sua aposta em uma única plataforma, “ela está se expondo a riscos que vão muito além de flutuações de mercado”,
Para p executivo, há impactos legais, estratégicos e de longo prazo que podem comprometer toda a operação de marketing.
A diversificação de canais publicitários se torna essencial para garantir maior estabilidade, eficiência e adaptabilidade das campanhas, especialmente em um cenário onde algoritmos, preços e políticas comerciais podem mudar abruptamente.
Essa discussão ganha ainda mais relevância diante da expansão acelerada do digital. Segundo o relatório Latin America Ad Spending 2025 (eMarketer), o meio digital representará 56,6% dos investimentos publicitários na América Latina em 2025.
E deve alcançar quase dois terços do total (66%) até 2029, puxado pelo crescimento de retail media, social media e vídeo digital.
“Diversificação de mídia não é apenas uma estratégia de performance, é uma estratégia de proteção”, acredita Bruno Almeida.
“Ela permite ao anunciante mitigar riscos, ajustar a rota diante de mudanças regulatórias, explorar novas frentes e alcançar públicos que talvez não estejam tão presentes ou acessíveis em uma plataforma dominante”.
A diversificação garante que a marca esteja onde o consumidor está e, acima de tudo, que esteja protegida de oscilações e decisões que fogem ao seu controle.



















