Governo argentino começa cortes nas Forças Armadas

Argentina presidente Javier Milei Misto Brasil
Javier Milei durante anúncio de novas medidas na Argentina/Arquivo/Divulgação
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Os cortes envolve também tarefas de treinamento e manutenção de equipamento e até um programa de compra de caças ficará comprometido

Por Misto Brasil – DF

Uma série de cortes orçamentários nas Forças Armadas implementados pelo governo de Javier Milei abrange tarefas de treinamento e manutenção, que ameaçam afetar o programa de aeronaves F-16 adquiridas da Dinamarca.

“É como comprar uma Ferrari e não poder abastecê-la”, disseram especialistas consultados pela Sputnik.

O ministro da Defesa argentino, Luis Petri, confirmou que a primeira aeronave F-16 — de um lote de 24 — comprada pela Argentina da Dinamarca chegará “voando” ao país sul-americano no dia 5 de dezembro, de acordo com o cronograma planejado pelo governo de Javier Milei e endossado desde o início pelos EUA, os fabricantes da aeronave.

A data foi confirmada por Petri durante entrevista ao canal digital Neura, onde também afirmou que a aeronave chegará pronta para voar e que se trata de “a compra mais importante em termos de defesa dos últimos 40 anos”.

O ministro também aproveitou a boa notícia que trazia para enfatizar que “a soberania não se conquista proclamando-a, mas equipando as Forças”. Caso contrário, enfatizou, “é soberania de fofoca”.

O otimismo do ministro pode contrastar, no entanto, com uma face alternativa das Forças Armadas argentinas: a dos cortes orçamentários.

Uma “decisão administrativa” do governo Milei, datada de 10 de setembro de 2025, introduziu uma série de “modificações orçamentárias” com o objetivo de “abordar despesas inevitáveis”.

As mudanças orçamentárias afetam diversas áreas do governo argentino, mas, segundo análise do veículo de comunicação especializado Zona Militar, impactam particularmente a jurisdição 45, o Ministério da Defesa e, principalmente, as Forças Armadas.

O Exército argentino, por exemplo, sofrerá um corte de cerca de 17,6 bilhões de pesos argentinos (mais de R$ 64,2 milhões).

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, por sua vez, terá uma redução de 5,004 bilhões de pesos (aproximadamente R$ 18,2 milhões), afetando principalmente itens destinados ao “planejamento militar, exercícios conjuntos e operações”.

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