O presidente da Câmara dos Deputados classificou como “atípica” a indicação de Eduardo para a liderança da Minoria
Por Misto Brasil – DF
A indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para liderar a Minoria na Câmara gera controvérsia: morando nos EUA, ele pressiona o governo Trump contra o Judiciário brasileiro e busca anistia ao pai. A presidência da Casa avalia se sua ausência impede o exercício da função parlamentar.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se mudou para os Estados Unidos e tem buscado influenciar o governo de Donald Trump contra o governo brasileiro e o Judiciário, em especial pressionando por anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e por sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A atuação de Eduardo está sob investigação, e sua permanência fora do país levanta dúvidas sobre sua capacidade de exercer funções parlamentares.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou como “atípica” a indicação de Eduardo para a liderança da Minoria e afirmou que o caso será analisado pela Mesa Diretora.
“Esta presidência não pode tomar nenhuma providência na base da especulação. Nós estamos ainda no campo das notícias. Aguardaremos a presidência ser oficiada sobre a decisão da liderança da minoria. É claro que se trata de um caso atípico”.
“Vamos fazer uma análise, conversar com os partidos de oposição e, no momento certo, responderei à questão de ordem“, declarou Motta.
A nomeação de Eduardo ocorreu após a renúncia da atual líder da Minoria, Caroline de Toni (PL-SC), que transferiu a função ao colega de bancada.
Segundo ela, Eduardo tem “responsabilidade e coragem” para assumir o posto. De acordo com a apuração do G1, o líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que Caroline continuará atuando no plenário e representará Eduardo quando necessário.















