Luiz Roberto Barroso disse que o STF, por determinação da Constituição de 1988, tem que tomar decisões que é obrigado a decidir
Por Genésio Araújo Júnior – DF
O ministro Luiz Roberto Barroso se despediu do comando do STF. Na segunda-feira, 29 de setembro, assume o ministro Edson Fachin, sai um carioca, entra um paranaense.
Barroso, em sua fala de despedida, disse que o STF, por determinação da Constituição de 1988, tem que tomar decisões que, como em outros países, os outros poderes são obrigados a decidir.
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Barroso viveu um ciclo de comando inédito no judiciário do Brasil. Ele comandou a justiça eleitoral em meio à maior eleição municipal de um país democrático, numa pandemia, e depois da Suprema Corte, em época de julgamento de tentativa de golpe de Estado.
Seus discursos durante a pandemia foram históricos, mas ele também ficou marcado por ter dito a besteira de nós derrotamos o bolsonarismo.
Essa fala não foi dada quando esteve à frente nem da justiça eleitoral e nem da Suprema Corte.
Barroso é judeu, e talvez seja o mais cosmopolita de nossos juízes da Suprema Corte. Ele também viveu o momento de mais clara intervenção dos Estados Unidos na justiça de um país.
Se você não gostou de Barroso no STF, se prepare para o Paranaense Edson Fachin.

