A expectativa do governo Milei é que a ajuda norte-americana, de R$ 130 bilhões, chegue a tempo para para pagar os credores
Por Misto Brasil – DF
O apoio financeiro do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, à Argentina, anunciado na semana passada, sairá mais caro que apenas os juros do empréstimo.
De acordo com reportagem do jornal argentino La Nación, Javier Milei voltou a Buenos Aires com exigências que o obrigarão a repensar suas estratégias.
No plano geopolítico, diz a matéria, a exigência é que a Argentina deixe de “jogar dos dois lados” e se afastem da influência da China, o que inclui o swap que o Banco Central argentino mantém com o Banco Popular do gigante asiático.
“É evidente que eles querem que cancelemos [o swap], mas por enquanto a solicitação é informal. É preciso ver o que isso significa, em que termos e o que pode ser implementado para começar a desfazer esse caminho com a China”, disse uma das fontes do jornal.
Analistas de mercado nos Estados Unidos acreditam que o cancelamento desse acordo pode ser uma das condições para firmar uma linha de swap com o Tesouro norte-americano.
A expectativa do governo Milei é que a ajuda norte-americana, de cerca de US$ 20 bilhões (R$ 130 bilhões), chegue a tempo para enfrentar os vencimentos da dívida com os credores em janeiro e julho de 2026, que somam US$ 8,5 bilhões R$ 45,4 bilhões), segundo o jornal.
Em junho passado, a Argentina e a China renovaram a parte ativada do swap de moedas, no equivalente a US$ 5 bilhões (R$ 26,76) até julho de 2026. Os Estados Unidos podem pedir que esse acordo seja cancelado ou não renovado quando chegar o momento de renegociá-lo.


















