Café pode ter tarifa zerada nos Estados Unidos

Café grãos xícara Misto Brasil
Há diferentes tipos de café para diferentes consumidores/Arquivo/Divulgação
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Antes da tarifa de 50%, imposta em agosto, o Brasil era o principal fornecedor de café para os EUA, com cerca de um terço do mercado

Por Misto Brasil – DF

Quase dois meses após a imposição de tarifas sobre o café brasileiro pelos Estados Unidos, o setor voltou a ter esperanças de retomar as exportações.

De acordo com o g1, a expectativa cresceu com um decreto assinado por Donald Trump no início de setembro, que inclui o café entre os produtos com possibilidade de isenção tarifária, e com a aproximação diplomática entre o presidente Trump e o presidente Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU (AGNU).

Durante o evento na ONU, Trump afirmou ter tido “uma química excelente” com Lula e mencionou a intenção de se reunir com o líder brasileiro na semana seguinte, embora sem data definida.

O gesto foi interpretado por entidades como a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e o Conselho de Exportadores de Café (Cecafé) como um sinal positivo para futuras negociações comerciais, segundo a apuração.

O decreto de 5 de setembro trata das chamadas “tarifas recíprocas” e lista produtos como café e cacau que podem ser isentos de taxas.

A justificativa é que esses itens não são cultivados nos EUA, apesar de o país ser o maior consumidor mundial de café, o que oficializa uma possibilidade que já havia sido mencionada em julho pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

o decreto estabelece que a isenção só será concedida caso o país exportador firme um acordo comercial com os Estados Unidos. Por isso, a expectativa de uma reunião entre Lula e Trump reacendeu o otimismo do setor cafeeiro, que vê na diplomacia uma oportunidade de destravar o comércio bilateral.

Antes da tarifa de 50%, imposta em agosto, o Brasil era o principal fornecedor de café para os EUA, com cerca de um terço do mercado. Após a medida, as exportações despencaram e a Alemanha ultrapassou os Estados Unidos como maior compradora do grão brasileiro, impactando fortemente o setor

Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, disse à mídia, o decreto reconhece que países com acordos comerciais poderão vender café sem tarifas. Ele destaca que, embora antes não houvesse perspectivas, a aproximação entre os presidentes pode colocar o café como prioridade nas negociações.

“O café está no radar dos dois presidentes”, afirma.

Ainda segundo a apuração, Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, reforça que o café é um produto de alto valor para a indústria norte-americana e que não é cultivado localmente.

Para ele, a retomada do diálogo entre os governos é essencial para viabilizar um acordo bilateral que permita a retomada das exportações brasileiras ao mercado norte-americano.

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