Até dezembro, as empresas poderão testar o sistema, identificar problemas e falhas e se adaptar ao novo documento fiscal
Por Misto Brasil – DF
A partir de outubro, empresas de todo o Brasil terão a oportunidade de emitir o novo modelo de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e e NFC-e) em ambiente de homologação.
A novidade vem com a incorporação de campos específicos para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), conforme a padronização instituída pela Reforma Tributária.
Até dezembro, as empresas poderão testar o sistema, identificar problemas e falhas e se adaptar ao novo documento fiscal. A partir de 1º de janeiro de 2026, no entanto, o novo modelo passa a valer de forma definitiva.
O preenchimento dos novos campos será obrigatório, mas com valores simbólicos: 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. Esses percentuais serão compensados pelo sistema da Receita, sem impacto financeiro imediato durante o ano de 2026, mas com risco de rejeição das notas que não estejam em conformidade.
O Imposto Seletivo (IS), que incidirá sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, ainda aguarda regulamentação e não integra as mudanças.
De acordo com o advogado José Antônio Martho, sócio e head da área tributária do CGM Advogados, “é essencial que as empresas iniciem imediatamente a adequação de seus sistemas de emissão e de ERPs, a fim de evitar rejeições no sistema da Receita Federal e impactos operacionais a partir de 2026”.
“É natural que neste começo as empresas tenham problemas e dor de cabeça com o novo modelo, que vem sendo testado pela Receita há alguns meses. Por isso, é importante fazer todos os testes agora, para não ter complicações a partir de janeiro, pois os custos da não adequação podem ser muito maiores lá na frente.”
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