O artista foi atendido logo no início da manhã, depois de pedir ajuda da irmã Manuela e sentir gosto de gasolina na boca
Por Misto Brasil – DF
Os irmãos do rapper Hungria, Manuela Hungria e Leandro Hungria, concederam uma entrevista aos jornalistas no final da tarde. O rapper está internado no Hospital DF Star. Ouça o áudio da entrevista logo abaixo.
Ouça o áudio da entrevista logo abaixo.
Leia: rapper hungria está “fora de perigo iminente”
“Ele está estável, graças a Deus ele está bem. A gente ainda não tem a confirmação que foi uma intoxicação por metanol, mas a princípio todas as avaliações clínicas demonstram que foi isso. Hoje, como que tudo aconteceu? Ele me ligou por volta de 8h20 da manhã, falando que estava passando muito mal, que ele estava precisando de ajuda, e eu pensei que ele estava brincando.”
“Eu falei: ‘8h30 da manhã, você está passando mal?’ Ele: ‘Mana, por favor, estou passando muito mal, estou com muito gosto de gasolina na boca, e eu estou muito fraco’. E aí eu assustei, eu falei: ‘Onde você está?’ Ele: ‘Eu estou em casa’. E eu falei: ‘Então eu estou indo para aí.'”
“Ele falou: ‘Acho que não dá tempo, chama uma ambulância’. E eu falei, nossa, agora…E aí eu liguei imediatamente para o Dr. Leandro, que é um médico que já acompanha a nossa família há algum tempo, aqui do DF Star. Falei a situação, ele falou: ‘Não, vai para lá, eu vou ver o que a gente já consegue agilizar’.”
“Eu fui para lá, liguei para a minha família. Chegando lá, ele estava na cama, ele já tinha vomitado bastante. Estava muito fraco, muito fraco. E aí a gente trouxe ele, eu meu irmão, aqui para o hospital. Aí eles receberam e fizeram alguns procedimentos para quebrar o metanol, a base de etanol, que eu nem sabia”.
Foi atendido rapidamente no hospital
A irmã de Hungria continuou: “Então ele teve que beber, acho que aproximadamente 200 ml de álcool, porque eles estavam explicando que o álcool, o etanol, não é tóxico para o corpo. Então é melhor que tenha álcool do que o metanol, porque o metanol é tóxico para diminuir. E agora, por fim, a gente vai fazer essa diálise, essa hemodiálise que já começou.”
“A dieta dele foi liberada agora, então ele está tomando um açaí, porque ele também estava sem comer. E agora vamos aguardar, vão ser seis horas inicialmente desse procedimento para aguardar. O ideal é que ele não durma, porque esse procedimento pode ter queda de pressão, então precisa acompanhar para que se ele tem alguma parada cardíaca, alguma coisa do tipo, ele não esteja dormindo.”
“E aí tentar acalmar ele para ele dormir, porque acaba que fica um pouco agitado, de repente ele nunca sentiu isso. Então a gente acredita que realmente pode ter sido uma intoxicação por metanol, pelo fato dele nunca ter sentido todas essas reações de uma forma muito rápida. E pelo fato que ele falou, eu estou com muito gosto de gasolina na boca.”
“E graças a Deus agora ele está melhor, está estável, mas já era, a gente tem essa preocupação, porque realmente pode matar. E o médico foi muito claro, se ele não tivesse chegado aqui rápido, se tivesse atendimento rápido, a gente poderia ter mais complicações ou de repente até uma informação, uma notícia ruim para todos nós”.
Um repórter questiona: “A gente viu imagem de segurança dele ontem numa distribuidora em Vicente Pires. Ele fez uso da bebida ontem ou hoje pela manhã?” “Ele comprou, ele saiu para jantar, de acordo com o que ele me passou. E depois que ele jantou no restaurante, ele foi para a casa de um amigo em Vicente Pires, antes de ir, ele passou nessa distribuidora para comprar vodka.”
“A gente não sabe se foi dessa distribuidora em específico, porque quando ele chegou, eles compartilharam dessa mesma garrafa de vodka com outros amigos que estavam lá e os outros amigos não estão passando mal. Porém, durante a noite a vodka acabou e eles pediram mais. Em uma outra distribuidora. E só quem bebeu foi o Gustavo dessa outra garrafa.”
“A gente já passou as amostras, porque sobrou um restinho da que todo mundo bebeu e sobrou essa praticamente cheia, onde só o Gustavo bebeu, para encaminhar para avaliação. O departamento jurídico também já foi abrir um boletim de ocorrência até para verificar e até para a gente poder também entender o que aconteceu para poder divulgar.”
Orientar os jovens para o perigo
A irmã fez um alerta: “Imagina quantos jovens não fazem uso dessa bebida e podem acabar até em óbito. Então, o nosso departamento jurídico já foi para a delegacia para abrir uma ocorrência e para pedir avaliação e análise das bebidas para a gente saber de onde foi, porque foram duas distribuidoras, no caso, envolvidas, de onde foi a bebida e investigar se realmente houve alguma alteração, algo parecido. Essa outra distribuidora.”
“Então, após essas análises, vocês vão divulgar o nome e o local da distribuidora como alerta para a população do Distrito Federal?”, questionou a imprensa.
“Eu não sei responder essa pergunta, porque eu não sei se divulgar o nome da distribuidora é suficiente, mas eu acredito que a polícia vai tomar as medidas cabíveis para que isso não ocorra com outras pessoas, mas eu acredito que quando o meu irmão estiver melhor ele deve fazer algum pronunciamento, principalmente no sentido de alertar os jovens, porque não é uma brincadeira se pode realmente levar um óbito.”
“Então, acho que realmente é um assunto que precisa ser debatido, precisa ser fiscalizado e precisa até ser divulgado como um jovem, alguém que faça a ingestão de metanol, o que ele pode fazer até chegar no hospital para evitar um óbito, por exemplo. Então, acredito que a gente deve se pronunciar mais nesse sentido.”
Um repórter também questionou a irmã se exames de sangue já teve algum indicativo do metanol ou ainda não. “Só daqui a sete dias. O exame só sai daqui a sete dias. O exame só sai em sete dias, então não dá para afirmar, mas como eu falei, todas as avaliações clínicas indicam que realmente foi uma intoxicação por metanol, mas a gente só vai ter certeza daqui a sete dias com o resultado do sangue.”
O irmão dele pediu a palavra para fazer uma observação: “É interessante frisar também que tem algumas indagações de autoridades aqui do Distrito Federal que todo esse acontecimento foi feito para gerar like. É impossível isso ter acontecido, é até de muita má fé usar isso para falar que um artista está usando essa polêmica no Brasil para ganhar like.”
Ele continuou: “Hoje pode entrevistar todos os médicos de plantão que recebeu o cantor Hungria, como ele chegou, os exames estarão à disposição de todos vocês mais para frente e a gente está querendo agora desmentir através da imprensa que isso não tem nada a ver com gerar engajamento a partir desse grande problema de saúde nacional que é as bebidas contaminadas com metanol”.


