Itaipu entrega primeira fase de usina solar flutuante

Itaipu usina solar flutuante Misto Brasil
Técnicos percorrerm a área da usina solar flutuante da Itaípu/Arquivo/Divulgação
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A estimativa da empresa é que a operação comece em novembro, com geração de 1 MWp (megawatt-pico), unidade de medida para a capacidade máxima

Por Bruno de Freitas Moura – DF

A usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e Paraguai, terminou a primeira fase de montagem do projeto piloto de uma ilha solar flutuante, que vai gerar energia limpa para uso interno da instalação.

O empreendimento consiste na montagem e ancoragem de 1.568 painéis fotovoltaicos no leito do reservatório do Rio Paraná, que fornece a água que faz girar as 20 turbinas de Itaipu e gerar energia elétrica.

A primeira fase terminou em 26 de setembro e foi informada pela empresa na sexta-feira (03).

A ilha solar ocupa uma área de 7,6 mil metros quadrados (m²), o equivalente a quase um campo de futebol.

O próximo passo do projeto piloto são, nas próximas duas semanas, a instalação dos últimos equipamentos e a conexão de cabos de energia e comunicação, para, em seguida, iniciar testes frios (sem geração de energia) e quente (com energização).

A estimativa da empresa é que a operação comece em novembro, com geração de 1 MWp (megawatt-pico), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia limpa é equivalente para abastecer 650 casas e será utilizada para consumo próprio da usina.

Depois de iniciada a operação, a ilha solar passará pelo período de um ano de avaliação sobre a viabilidade técnica, benefícios e possíveis impactos ambientais. A análise servirá para subsidiar decisões sobre expansão do sistema.

Estimativas de Itaipu apontam que a cobertura de 1% da área do reservatório pode gerar até 3,6 TWh por ano — o equivalente a cerca de 4% da produção anual da hidrelétrica em 2023

Segundo a empresa, do ponto de vista ambiental, “não foram identificados impactos significativos na literatura especializada, o que encorajou a realização do projeto”.

O projeto-piloto prevê monitoramentos contínuos para avaliar eventuais efeitos sobre a biodiversidade, como alterações no habitat de aves e peixes, qualidade da água, floração de algas, entre outros impactos.

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