Hugo Motta e o caldo de galinha

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Deputado Hugo Motta durante reunião com líderes partidários/Arquivo/Marina Ramos /Câmara dos Deputados
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O problema é que, na prática, numa Câmara já conservadora, eleita por vontade popular, ele, numa canetada, cria um bloco de conservadores

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Hugo Mota tem todo o direito de voltar a ter protagonismo na Câmara dos Deputados, tarefa dificílima para quem foi eleito por grupos políticos que não são adversários.

Eles se detestam. Depois de participar de ato ecumênico na Câmara, Mota anunciou a criação da bancada Cristã.

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Leia: deputados aprovam urgência para bancada cristã

Ele colocou para votar, de pronto, no plenário a urgência, que foi aprovada com 398 votos. O assunto vai ser votado agora, breve, sem discussão. A maioria dos brasileiros, como se sabe, é de cristãos.

O problema é que, na prática, numa Câmara já conservadora, eleita por vontade popular, Mota, numa canetada, cria um bloco de conservadores que vai barrar discussões importantes.

Informa que a bancada cristã, constituída, vai ter poder de voto no colégio de líderes, como se fosse um partido político.

Imagina aí se a bancada do sudeste, que tem maioria, fosse instituída com poder de voto e passasse a tirar poder das bancadas do sul e do norte, que tem menos parlamentares.

Simples de entender, o Hugo Mota, na busca da popularidade perdida, descompensa a nossa já polarizada vida parlamentar.

Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

 

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