A votação iria ocorrer nesta quarta-feira (29), mas foi adiada a pedido de parlamentares que fazem parte da comissão
Por Misto Brasil – DF
A comissão que analisa a Medida Provisória 1304/25, que traz alterações no setor elétrico, deve votar o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a matéria nesta quinta-feira (30), em reunião prevista para começar às 10 horas, no Senado Federal.
Se for aprovada na comissão, a matéria ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado.
Essa medida provisória, editada em julho, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional até o dia 7 de novembro para não perder sua validade, informou a Agência Câmara de Notícias.
A votação iria ocorrer nesta quarta-feira (29), mas foi adiada a pedido de parlamentares que fazem parte da comissão, após Braga apresentar uma complementação de voto com novas mudanças no texto.
Os parlamentares que solicitaram o adiamento argumentaram que o relatório é complexo e que, por isso, precisam de mais tempo para analisar as mudanças defendidas por Braga.
Com a complementação de voto, 142 das 435 emendas apresentadas à medida provisória foram incorporadas ao relatório. Segundo Eduardo Braga, as alterações reduzem subsídios, incentivam o armazenamento de energia e reorganizam a expansão da matriz elétrica.
Segundo Braga, a medida provisória tem urgência devido ao crescimento acelerado das despesas vinculadas à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Ele disse que essas despesas podem ter alta de 32% em relação a 2024 e superar R$ 49 bilhões neste ano.
“A CDE é custeada pelos consumidores. Qualquer nova despesa se transforma em majoração de tarifas”, alertou o relator, acrescentando que o teto para o crescimento dessa cota deve trazer previsibilidade tanto para os agentes quanto para o consumidor final.
Principais pontos do relatório
- o limite para o crescimento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), com teto atualizado pelo IPCA a partir de 2027;
- a manutenção do Encargo de Complemento de Recursos (ECR);
- a redução da contratação obrigatória de térmicas, de 8.000 MW para 4.250 MW;
- a possibilidade de contratar até 4.900 MW em pequenas centrais hidrelétricas (PCHs);
- a inclusão de até 3.000 MW de térmicas de biomassa;
- incentivos e isenção tributária para sistemas de baterias (Bess);
- a expansão gradativa do mercado livre para consumidores de baixa tensão; e
- a autorização para que a Pré-Sal Petróleo S.A comercialize gás natural diretamente





















