O Ibovespa emplacou uma sequência rara de doze altas consecutivas, até o final do pregão da véspera, acumulando valorização de 6,42%
Por Misto Brasil – DF
Perto do fechamento, dólar cai 0,22%, a R$ 5,336. De acordo com o analista da Nomad, Bruno Shahini, o dólar recuou hoje acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana, após dados mais fracos nos Estados Unidos.
O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 50,3 em novembro, abaixo da previsão de 54,2, reforçando sinais de desaceleração econômica.
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Mesmo após declarações mais hawkish de Jerome Powell e outros membros do Fed após a última reunião do FOMC, o mercado de Treasuries segue devolvendo prêmios, com o aumento das apostas em novos cortes de juros na reunião de dezembro, o que reduz a atratividade do dólar e favorece moedas emergentes como o real.
O Ibovespa emplacou uma sequência rara de doze altas consecutivas, até o final do pregão da véspera (6/11), acumulando valorização de 6,42% nesse período e renovando sua máxima histórica na região dos 154.352 pontos.
Com isso, o principal índice da B3 passa a acumular mais de 27% de alta em 2025, movimento amparado por fluxo comprador consistente e melhora no apetite global por risco. O rompimento da marca simbólica dos 150 mil pontos reforçou a estrutura de alta no médio prazo.
Contudo, o rali recente elevou o afastamento do preço em relação às médias móveis e levou o Índice de Força Relativa aos 79,30 pontos, indicando região de sobrecompra.
Durante o rali de doze altas consecutivas do Ibovespa, 14 ações do índice subiram mais de 10%, entre os dias 22/10 e 6/11.
O movimento foi liderado principalmente por companhias dos setores de energia, construção civil e financeiro, que concentraram boa parte do fluxo comprador, segundo o InfoMoney.


