Os sistemas que sustentam a IA verde demandam energia, e no Brasil essa eletricidade vem de fontes limpas
Por Felipe Salgado – SP
A convergência entre inteligência artificial (IA), transição energética e ação climática está moldando uma nova fronteira de inovação e responsabilidade global.
Com o crescimento acelerado da IA e seu elevado consumo de energia, surge o desafio urgente de alinhar avanços tecnológicos com uma economia de baixo carbono.
No contexto da COP-30, essa integração pode posicionar o Brasil como referência mundial em inovação climática limpa.
O país, que conta com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, tem uma vantagem estratégica para liderar o desenvolvimento de soluções de IA verde — especialmente em setores como agricultura, mineração e infraestrutura.
Trata-se de implementar uma agenda de mitigação impulsionada por tecnologias de baixo carbono e que promova a descarbonização da economia de forma acelerada.
Na prática, os sistemas que sustentam a IA verde demandam energia, e no Brasil essa eletricidade provém, em grande parte, de fontes limpas como hidrelétrica, eólica e solar.
Esse ciclo virtuoso é essencial: as ferramentas de IA podem acelerar iniciativas de baixo carbono, otimizando o uso de recursos, reduzindo o consumo energético e minimizando impactos ambientais.
Além disso, essas tecnologias têm o potencial de apoiar diversos setores da economia na realização de projetos transformacionais, com maior eficiência operacional e em menos tempo.
Isso contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Com essa vantagem competitiva, o Brasil já desponta como protagonista na construção de um futuro mais tecnológico, inteligente e sustentável.
(Felipe Salgado é sócio-diretor líder de mudanças climáticas da KPMG no Brasil)
