COP30: tempo de mão na massa

Trabalhadores rurais Quebradeiras de babaçu Misto Brasil
Fotógrafos registram o trabalho das quebradeiras de babaçu/Divulgação/ONU
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O relatório do PNUMA aponta que estamos caminhando para 2.5°C até o fim do século, caso os países implementem integralmente suas metas

Por Mônica Igreja – DF

A COP 30 está ganhando momentum durante essa semana pré-COP. Oficialmente a Conferência do Clima das Nações Unidas começa, em Belém, na próxima semana, dia 10 de novembro. Eventos e iniciativas revelam a cara da realidade e a coroa da esperança.

O tom sóbrio fica a cargo do relatório Lacuna de Emissões 2025 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado em 4 de novembro. A cara da realidade mostra que a meta de 1.5°C ainda é possível, mas está escapando pelos dedos.

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O relatório do PNUMA aponta que estamos caminhando para 2.5°C até o fim do século, caso os países implementem integralmente suas metas declaradas de redução de emissões. Para manter de pé a meta chancelada no Acordo de Paris, será necessário reduzir 40% do nível de emissões até 2030, ou seja, em cinco anos.

No lado da esperança, são festivos tanto o encontro dos líderes locais como o encontro dos chefes de Estado e de Governo. O primeiro na cidade do Rio de Janeiro e o segundo em Belém.

No Rio de Janeiro, prefeitos e prefeitas do mundo, reunidos na Cúpula C40, evento integrante do Fórum de Líderes Locais, entregaram a Declaração dos Líderes aos governantes nacionais em que enfatizam a colaboração direta para as metas climáticas nacionais, a necessidade de garantir financiamento para projetos locais de mitigação e de adaptação, e o incentivo à colaboração para um mutirão global em prol do clima.

Em Belém, os chefes de Estado e de Governo discursam e discutem pontos chaves para as negociações durante a Conferência. A menina dos olhos da Cúpula do Clima é o financiamento e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que já está ativo com os aportes iniciais do Brasil e da Indonésia.

A expectativa é que outros países anunciem aportes para o fundo de investimento para manter florestas em pé.

A França já o fez e anunciou 500 milhões de euros logo após o almoço de lançamento do Fundo, no dia 6 de novembro.

Implementação é a palavra-chave da COP30. É no espaço local, nas cidades em que vivemos, que os efeitos das mudanças climáticas chegam à casa das pessoas e a ausência ou a implementação de políticas governamentais pró-clima fazem a diferença. Com a previsão mínima de um aquecimento de 2.5°C em 75 anos, tornar as cidades resilientes e proteger os cidadãos são horizontes obrigatórios.

O secretário-geral da ONU, António Guterres , em seu discurso na Cúpula do Clima, repetiu três vezes a palavra implementação. Enfatizou que a transição justa implica proteger os trabalhadores, empoderar comunidades, criar oportunidades e abrir espaço para a participação dos povos indígenas.

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