As redes de alimentação estão embaladas pelo crescimento no faturamento, mas faltam profissionais mais qualificados
Por Misto Brasil – DF
As redes de alimentação ampliaram em 84% o crescimento no faturamento em 2024, e 41% tiveram incremento superior a 10% no período.
Apesar do bom desempenho, a falta de profissionais qualificados e dispostos a trabalhar aos fins de semana continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos operadores.
De acordo com o levantamento da Associação Nacional de Restaurantes e Associação Brasileira da Indústria de Alimentação, 59% das empresas afirmam ter dificuldade para contratar e reter colaboradores capacitados.
As maiores carências estão nas funções técnicas, como cozinheiros, bartenders e garçons, apontadas por 34% dos entrevistados. Além disso, a alta rotatividade, que pode ultrapassar 70% ao ano segundo a Abrasel, obriga os negócios a investirem continuamente em recrutamento e treinamento.
A fundadora e CEO da Galunion, que fez a pesquisa, Simone Galante, o cenário exige estratégias de valorização e desenvolvimento das equipes.
“Manter o time motivado e engajado é essencial para oferecer um atendimento diferenciado. Valorizar o colaborador é fator determinante de performance e fidelização do cliente”, destaca.
De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 32% dos bares e restaurantes pretende contratar para o fim de ano, impulsionados por questões como o aumento do movimento, a reorganização administrativa e a renovação das equipes.
Os cargos mais procurados são auxiliares de cozinha (70%), garçons (54%), atendentes e cumins (48%) e cozinheiros (42%).
Na Água Doce Sabores do Brasil, a expectativa é abrir três vagas temporárias por unidade neste último trimestre do ano. Atualmente, a marca conta com 80 restaurantes em seis estados brasileiros. O principal motivo é o crescimento de 15% a 20% na demanda, impulsionado pelas confraternizações e pelo turismo.
Na Divino Fogão, franquia com mais de 220 restaurantes em operação, prevê mais de 600 vagas temporárias abertas em toda a rede. Cada unidade deve contratar entre três e seis profissionais, principalmente para as funções de ajudante de cozinha, atendente e operador de caixa.


