Alckmin diz que decisão dos EUA é “positiva e na direção correta”

Vice-presidente Geraldo Alckmin entrevista Misto Brasil
Geraldo Alckmin durante entrevista na Câmara dos Deputados/Arquivo/Lula Marques/Agência Brasil
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Para o vice-presidente, houve sensibilidade por parte do governo americano, mas que vai continuar a negociação

Por Misto Brasil – DF

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução de 10% da tarifa em cima de alguns produtos foi “positiva e na direção correta”.

Para o vice-presidente, houve sensibilidade por parte do governo americano, mas que o governo brasileiro vai continuar trabalhando para reduzir mais a tarifa sobre alguns itens, principalmente, o café.

A declaraçào foi dada hoje (15), perto do meio dia, no Palácio do Planalto, na entrevista de 15 minutos para os jornalistas.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (14), uma ordem para reduzir tarifas de recioprocidade sobre produtos como carne, banana, açaí, tomate e café como forma de controlar a inflação e reduzir as taxas.

O café, por exemplo, subiu cerca de 40% nas prateleiras dos Estados Unidos.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva”.

‘Vamos continuar trabalhando. Conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto’.

“Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”.

“O café também reduziu 10%, mas tem concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”.

O Ministério da Agricultura esclareceu que a ordem abrange apenas as chamadas taxas de reciprocidade, impostas a diversos países pelo presidente Donald Trump, em abril. No caso do Brasil, elas foram de 10%.

Em julho, no entanto, o presidente dos EUA anunciou uma tarifa adicional, de 40%, para compra de produtos brasileiros, que continua valendo, segundo o governo.

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