COP30: informação a rodo e um possível efeito invisível

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Indígena participa de encontro na Aldeia COP durante a 30ª Conferência das Partes (COP30)/Aline Massuca/COP30
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Será possível pensar que o evento em si e a circulação de notícias vão criar o efeito invisível de levar as pessoas a agirem?

Por Mônica Igreja – DF

Está encerrada a primeira semana de COP30 em Belém do Pará. Para além do calor, que ressuscitou o leque ou o abanico para refrescar, das chuvas intensas que provocaram alagamentos nas instalações da Conferência, da mobilização de eventos na Zona Verde e dos protestos na Zona Azul, os temas começam a fazer parte das conversas e do consumo de informação das pessoas.

O noticiário é intenso e diverso e é possível acompanhar a COP pelos veículos tradicionais de imprensa, canais de produtores no YouTube, podcasts, e perfis diversos no Instagram e no TikTok.

Leia: a ilha e o clima: Taiwan na COP30

Informação é o que não falta! Será possível pensar que o evento em si e a circulação de notícias vão criar o efeito invisível de levar as pessoas a agirem? Por muito tempo, nos estudos acadêmicos, as pessoas reportavam se importar com as questões de meio ambiente mostrando que estavam sensibilizadas sobre o tema do clima.

Depois, com estudos mais aprofundados, foi detectado que a não-ação das pessoas em seu cotidiano compreendia um vasto leque de obstáculos, incluindo a percepção de que o assunto era distante do dia a dia.

Pois, não parece ser mais o caso! A pesquisa da empresa Quaest – Percepção dos Brasileiros sobre as Mudanças do Clima – aponta que, em 2025, os brasileiros sentem na pele as mudanças climáticas.

De acordo com a pesquisa, 94% dos brasileiros afirmam sentirem efeitos das mudanças e que o efeito mais percebido são as ondas de calor, logo em seguida as secas mais prolongadas e uma mudança no padrão das estações do ano.

A Quaest ouviu duas mil pessoas entre os dias 3 e 16 de julho de 2025 em todas as regiões do Brasil para compor o IPM-Clima: Índice de Percepção de Mudanças no Clima no Brasil.

O objetivo da Quaest é mensurar a quantidade de brasileiros que sentem as mudanças. Mais de 70% dos respondentes afirmam que estão preocupados ou muito preocupados com os efeitos do clima.

Segundo a análise da Quaest, essa preocupação está presente em todas as faixas etárias, níveis de renda, escolaridade, regiões e ideologias.

A aproximação entre clima e pessoas pode levar ao efeito invisível de enraizar ações concretas e cotidianas de comunidades, empresas, instituições e governos em diferentes níveis.

Na próxima semana, os temas em discussão são a agenda de adaptação, os recursos para implementação, um mapa do caminho para o fim do uso de combustíveis fósseis e a pauta da justiça climática e da participação de povos originários e tradicionais nas negociações.

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