A fraude que está sendo investigada no Banco Master seria de R$ 12 bilhões. O banco estava sendo negocviado com o BRB
Por Misto Brasil – DF
O Banco de Brasília (BRB) informou há pouco que atuou com “as normas de compliance e transparência”. A nota responde a operação que foi deflgrada nesta manhã pela Polícia Federal contra o banco estatal e contra o Banco Master.
A nota confirma que a justiça determinou o afastamento do presidente, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Veja a nota do BRB logo abaixo.
Até este momento, foram presas seis pessoas – dois por medida preventiva e as outras quatro temporária.
A Polícia Federal prendeu o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Ele é alvo da operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo carteiras de crédito e outras irregularidades no conglomerado financeiro controlado por Vorcaro.
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A fraude que está sendo investigada no Banco Master seria de R$ 12 bilhões, segundo informou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.
Na casa de um dos envolvidos foram encontrados R$ 1,6 milhão, mas o diretor-geral da PF não declinou o nome durante a sua participação na CPI que investiga o crime organizado no Senado Federal.
Paulo Henrique estaria em viagem para os Estados Unidos, mas houve busca e apreensão em sua residência, no Noroeste. Também foram realizadas buscas na sede do Banco de Brasília.
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (18) Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em sua casa em São Paulo.
A detenção faz parte da operação Compliance Zero, deflagrada para investigar a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo as investigações, uma instituição financeira teria fabricado carteiras de crédito sem lastro e vendido esses ativos a outro banco. Após fiscalização do Banco Central, os títulos foram substituídos por novos papéis, também sem avaliação técnica adequada.
Os agentes apuram possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outras infrações relacionadas à suposta manipulação de carteiras de crédito. A PF segue analisando documentos e materiais apreendidos para avançar nas apurações.
Nota do Banco de Brasília
O BRB reforça que sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master.
O Banco informa, ainda, que nenhuma prisão foi realizada na manhã desta terça-feira (19). A decisão judicial que orienta a atuação da Polícia Federal nas dependências do Banco determina, exclusivamente, o afastamento temporário do presidente e do diretor financeiro pelo prazo de 60 dias.
A Instituição reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a integridade na condução de suas atividades. O Banco segue operando normalmente, garantindo a continuidade integral dos serviços e preservando a segurança das operações, dos clientes, dos parceiros e de toda a sua estrutura operacional.
Assessoria de Imprensa BRB
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