Metrô diminuiu em seis vezes a emissão de carbono

Metrô DF estação Misto Brasil
Passageiro espera a passagem do Metrô no domingo/Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
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A maior parcela está associada ao consumo de energia elétrica para o sistema metroviário, abrangendo trens, estações e sede administrativa

Por Misto Brasil – DF

A emissão de gases poluentes pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) foi seis vezes menor do que a registrada por ônibus urbano a diesel, e até 50 vezes inferior à liberada pelos automóveis.

Foi registrado um total de 3.835,2 toneladas de CO₂ em 2024 emitidos pelo Metrô-DF.

A maior parcela (85,9%) está associada ao consumo de energia elétrica para a operação do sistema metroviário, abrangendo trens, estações e sede administrativa.

As emissões indiretas, provenientes de fontes não controladas diretamente pela Companhia, representaram 10,5% do total, enquanto as emissões diretas corresponderam a 3,5%.

Elaborado segundo a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), o relatório do Metrô-DF foi publicado no Registro Público de Emissões (RPE).

Recebeu o Selo Prata concedido a organizações que reportam de forma completa escopos específicos.

Esses são apenas alguns dados que constam no primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), referente ao ano-base de 2024, elaborado pelo Metrô-DF e publicado esta semana.

O documento quantifica e qualifica as emissões diretas e indiretas associadas às atividades da companhia, reunindo dados de manutenção, transporte, consumo de energia, gestão de resíduos, deslocamento de pessoal e serviços administrativos.

“O transporte metroviário já se mostra uma alternativa sustentável e de baixo carbono, e queremos avançar cada vez mais nesse caminho”, analisa o presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral.

O levantamento é um passo fundamental para fortalecer a gestão ambiental e para subsidiar as decisões estratégicas futuras do Metrô-DF.

“A partir deste diagnóstico, será possível aprimorar processos internos, repensar contratos e adotar medidas que visem à redução de emissões, sobretudo, no uso de energia elétrica, que representa nosso principal insumo”, acredita o diretor técnico, Fernando Jorge Rodrigues.

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