As mudanças no sistema de tributos começa em janeiro e vem com a reforma tributária que passou pelo Congresso
Por Misto Brasil – DF
As micro e pequenas empresas precisam ficar atentas para as mudanças no sistema de arrecadação de impostos que começa a vigorar a partir de janeiro do próximo ano.
O novo modelo, baseado no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), promete simplificar tributos sobre consumo, mas deve alterar rotinas contábeis, fiscais e operacionais.
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Esse segmento da economia gera R$ 700 bilhões por ano, segundo um levantamento divulgado pelo Sebrae.
“A reforma tributária muda a estrutura de cálculo e de declaração de impostos, o que exige que as PMEs revisem desde o regime tributário até a forma como emitem notas fiscais e registram suas operações”, observou o CEO da vhsys, Reginaldo Stocco.
O que deve ser feito agora
1. Reorganizar o controle fiscal e contábil
O novo sistema demandará integração de informações e maior precisão no cruzamento de dados. Automatizar a emissão de notas, revisar cadastros de produtos e serviços e centralizar relatórios contábeis são passos fundamentais para garantir conformidade desde o início da transição.
2. Atualizar sistemas de gestão
Empresas que ainda operam com controles manuais terão mais dificuldade de acompanhar as novas alíquotas e obrigações. Plataformas integradas de gestão, que conectam estoque, vendas, financeiro e emissão fiscal, ajudam a reduzir erros e garantir atualizações automáticas conforme o novo modelo entra em vigor.
3. Simular cenários e planejar o fluxo de caixa
Com a mudança na tributação sobre o consumo, margens e custos podem variar. As PMEs devem realizar simulações para entender o impacto nas receitas e despesas, antecipar ajustes de precificação e renegociar contratos com clientes e fornecedores. Ter uma visão consolidada do fluxo de caixa e relatórios preditivos será essencial para tomar decisões rápidas.
4. Capacitar equipes e revisar processos internos
A reforma exigirá atualização técnica de profissionais das áreas contábil, fiscal, financeira e de TI. É importante treinar as equipes, revisar fluxos internos e criar rotinas de conferência automática para evitar inconsistências entre o sistema de gestão e as obrigações acessórias.


