A disposição de criar uma comissão de investigação é do senador cearense Eduardo Girão. Também há um pedido de CPI na Câmara
Por Misto Brasil – DF
O senador pelo Ceará, Eduardo Girão (Novo), disse nesta tarde que irá protocolar um requerimento para criar uma CPI do Banco Master no Senado Federal.
O objetivo é investigar as condições de investimento junto ao banco e também a tentativa de compra pelo Banco do Brasília (BRB).
Numa declaração agora à tarde à Globo News, o senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que não se opõe a uma CPI, embora tenha ligações com o antígo sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na semana passada, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), anunciou também que iria solicitar uma CPI com o mesmo objetivo. Até o meio da semana, 16 deputados tinham assinado o pedido. Para criar a comissão de investigação, são necessárias 171 assinaturas.
Na Câmara Legislativa houve uma tentativa de abertura de uma CPI. Como a oposição tem menos de oito deputados distritais, a proposta acabou caindo no vazio.
O que a oposição quer agora é convocar o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique, para um depoimento no Legislativo.
Nesta segunda-feira (24), a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entrou com um novo habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva do banqueiro.
A decretação da prisão aconteceu no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes na venda de carteiras de crédito classificadas pela Polícia Federal como inexistentes.
O primeiro pedido havia sido negado pela desembargadora Solange Salgado, do TRF1, o que levou os advogados a recorrerem agora ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Caso a demanda não seja aceita, os advogados pedem que a prisão que aconteceu no último dia 17, seja substituída por medidas cautelares, segundo o site do Jota.
No novo recurso, a defesa afirma que as cautelares determinadas pela Justiça Federal, somadas às restrições impostas pelo Banco Central após a liquidação extrajudicial do Master, já eliminam qualquer risco de interferência na investigação conduzida pela PF ou de repetição dos supostos crimes.
Durante um almoço em São Paulo nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, elogiou a atuação do Ministério Público, da Polícia Federal e do Poder Judiciário.
Disse que processos como este, envolvendo bancos e instituições financeiras, podem ocorrer em qualquer parte do mundo.
“Durante este ano, tivemos desafios no tema da estabilidade financeira. E, também nesse tema, o BC seguiu o gabarito e cumpriu exatamente o que é a norma e o regimento legal”.
De acordo com a Veja, Paulo Henrique, o ex-presidente do BRB, informou a amigos em mensagens disparadas dos Estados Unidos, que todas as decisões do banco passavam pelo colegiado, eram referendadas em pareceres jurídicos e, o mais importante, que ele sempre obedecia ordens do governador Ibaneis Rocha.
Nas conversas com auxiliares, Paulo Henrique disse que o governador interferia tanto nas grandes operações do banco quanto nas operações de varejo, incluindo empréstimos para empresas e pessoas física.
Segundo a revista, o ex-presidente do BRB também disse aos auxiliares que não tinha ideia da fraude envolvendo os ativos do Master. Nas conversas, Paulo Henrique ressaltou que cabia ao Banco Central, a autoridade monetária, acompanhar a fiscalização do Master.


