Mortes no incêndio em Hong Kong chegou a 36

Hong Kong incêndio conjunto habitacional Misto Brasil
Quase 800 bombeiros combatem o incêndio de grandes proporções em Hong Kong/Reprodução vídeo
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Além disso, 279 pessoas estão desaparecidas e 29 estão hospitalizadas, sete delas em estado crítico, como consequência do incêndio

Por Misto Brasil – DF

O chefe do governo de Hong Kong, John Lee, anunciou nesta quarta-feira (26) que o número de mortos devido ao enorme incêndio que atingiu  um complexo de edifícios residenciais no distrito de Tai Po subiu para 36.

Além disso, 279 pessoas estão desaparecidas e 29 estão hospitalizadas, sete delas em estado crítico, como consequência do incêndio, informou as Agências EFE e também a DW.

Leia: incêndio em Hong Kong provocou a morte de 13 pessoas

O chefe do governo de Hong Kong também informou que mais de 140 viaturas e mais de 800 bombeiros e paramédicos foram mobilizados para combater as chamas e socorrer vítimas.

Drones também também foram utilizados nas tarefas de extinção do fogo, que afetou sete edifícios do Wang Fuk Court, um complexo residencial que possui 1.984 apartamentos e onde vivem cerca de 4 mil pessoas.

Lee, que visitou feridos hospitalizados e a família de um bombeiro que faleceu, contou que oito abrigos temporários estão dando refúgio a cerca de 900 moradores afetados pelo incêndio.

O complexo residencial estava imerso em um processo de renovação com custo de 330 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 42 milhões) que gerou descontentamento entre vários moradores no ano passado.

O incêndio começou nos andaimes de bambu montados do lado de fora de vários andares. A imprensa de Hong Kong também citou o diretor do serviço de bombeiros da cidade semiautônoma, Andy Yeung Yan-ki, que afirmou que foi encontrado poliestireno expandido dentro dos edifícios, um material usado para isolamento térmico.

De acordo com ele, esse material fez com que o fogo se espalhasse mais rapidamente entre os prédios e incendiasse apartamentos através dos corredores. Incidentes como esse ressaltam preocupações recorrentes sobre a segurança envolvendo os andaimes de bambu, comuns em Hong Kong devido ao baixo custo.

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