Ainda não está claro, porém, se os europeus vão conseguir manter o controle sobre como os ativos russos congelados serão usados
Por Misto Brasil – DF
Os líderes europeus ficaram indignados com a sugestão do presidente dos EUA, Donald Trump, de que bilhões em ativos russos congelados em países europeus possam ser usados em benefício do governo e de empresas americanas.
Após a divulgação do plano de Trump para encerrar a guerra na Ucrânia, que na sua redação inicial exigia que a Ucrânia cedesse território e reduzisse o tamanho de suas Forças Armadas, entre outros pontos polêmicos, os europeus correram para minimizar danos e apresentaram suas próprias sugestões.
“A cada dia, com as sugestões, a proposta muda”, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre o plano de paz, após se reunir com os europeus durante um encontro em Genebra no fim de semana passado.
Ainda não está claro, porém, se os europeus vão conseguir manter o controle sobre como os ativos russos congelados serão usados.
A especialista em geoeconomia Agathe Demarais, do think tank Conselho Europeu de Relações Internacionais (ECFR), observa que os bilhões em ativos russos parecem ser a principal motivação de Trump com o plano de paz. “Trump está ávido por receber esses bilhões”, diz.
Em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, quase 300 bilhões de euros em ativos russos estavam fora do país e foram congelados no âmbito das sanções ocidentais. Esses ativos incluem contas bancárias, títulos, imóveis e iates.

