O programa anunciado pela companhia ao mercado preocupa os empregados, porque poupa compromissos extras de investimentos
Por Misto Brasil – DF
O plano de negócios (PN) para o período de 2026-2030, anunciado pela Petrobrás, é motivo de preocupação. Para os próximos cinco anos, companhia estatal prevê US$ 109 bilhões de investimentos totais.
Há um declínio de 1,8% na comparação com os US$ 111 bilhões do plano atual (2025 a 2029).
“No entanto, uma análise mais atenta revela que o compromisso de investimentos caiu de US$ 98 bilhões, no PN 2025, para US$ 81 bilhões, no PN 2026, com queda de 17,3%, o que revela um nível de incertezas projetado elevado”, destaca o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.
O documento enviado pela Petrobrás à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diz que o novo mecanismo, com as duas categorias de investimentos em implantação, visa garantir resiliência financeira e flexibilidade para responder às condições de mercado.
Segundo o comunicado à CVM, a “Carteira em Implantação Base” soma US$ 81 bilhões, e engloba os projetos cujo orçamento foi aprovado no Plano, mesmo que ainda não sancionados.
A “Carteira em Implantação Alvo” é de US$ 91 bilhões,e, além dos projetos da Carteira em Implantação Base (US$ 81 bilhões), engloba projetos (US$ 10 bilhões) cuja confirmação do orçamento está condicionada à análise de financiabilidade.
Avaliações trimestrais, à luz das projeções de fluxo de caixa e estrutura de capital, determinarão o avanço desses projetos, bem como eventual priorização.
Na avaliação de Bacelar, “além de confuso, o novo artifício criado pela Petrobrás poupa a empresa de compromissos extras de investimentos e respalda eventuais maiores quedas de inversões ao longo do período”.






















