A próxima reunião do Copom, do Banco Central, que vai definir o valor da taxa Selic, está marcada para a terça e quarta-feiras
Por Misto Brasil – DF
O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rafael Cervone, afirma que a esperança dos juros baixos não pode morrer neste final ano.
A próxima reunião do Copom, que vai definir o valor da taxa Selic, está marcada para a terça e quarta-feiras (9 e 10).
Se a Selic não começar a cair, “também ficará arranhada a esperança de o Brasil alcançar um ciclo mais vigoroso de crescimento”, alerta o presidente do Ciesp.
“E não é uma esperança qualquer, pois é a que move o aporte de capital na economia real e produtiva, a expansão do consumo, a inclusão social e o ânimo das pessoas de abrirem negócios”.
O presidente do Ciesp alerta que há outra esperança que precisa permanecer viva e que não depende do Copom: é a de que o País avance no equacionamento do déficit fiscal.
O desajuste das contas públicas pressiona a inflação, amplia o endividamento e dá motivos, mesmo que não plenamente justificados, para a manutenção dos juros altos, alimentando um ciclo vicioso que trava o crescimento.
“É premente dimensionar e equilibrar bem as políticas monetária e fiscal para turbinar o potencial econômico do País. Mais do que nunca, cabe fazer valer o velho ditado popular de nosso resiliente povo, de que a esperança é a última que morre”.


