María Corina Machado disse que Maduro permitiu operação livre de agentes russos e grupos terroristas. Petroleio foi apreendido
Por Misto Brasil – DF
A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, chegou a Oslo horas após a cerimônia de entrega da premiação, na qual foi homenageada in absentia nesta quarta-feira.
Imagens divulgadas pela imprensa na manhã desta quinta-feira (11) a mostraram acenando de uma varanda do Grand Hotel, na capital norueguesa. Pouco antes, seus apoiadores cantaram o hino nacional venezuelano e entoaram gritos pedindo “liberdade”.
Em Oslo, Machado disse que fará o possível para retornar à Venezuela para “acabar com a tirania muito em breve e ter uma Venezuela livre”.
Em uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, na manhã desta quinta-feira, ela disse que tem muitas esperanças de que a Venezuela seja livre e que possa dar as boas-vindas de volta a todos os venezuelanos “que tiveram que fugir do país”.
Ela agradeceu a honraria representada pelo Nobel da Paz como um “reconhecimento ao povo venezuelano” e disse que é “apenas uma entre os milhões de pessoas que compõem um movimento pela democracia”.
Questionada sobre o seu apoio a uma hipotética intervenção militar dos Estados Unidos, Machado respondeu que a Venezuela “já foi invadida” e acusou o governo de Nicolás Maduro de permitir a operação livre de agentes russos, iranianos, grupos terroristas e cartéis de drogas.
Petroleiro apreendido pelos EUA
O presidente americano, Donald Trump, anunciou, nesta quarta-feira (10), que os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro na costa da Venezuela.
“É um petroleiro muito, muito grande, na verdade, o maior de todos, e outras coisas também estão acontecendo”, disse Trump a repórteres, na Casa Branca.
O presidente americano também afirmou que os Estados Unidos devem confiscar o petróleo da embarcação. “Vamos ficar com ele”, completou.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, publicou um vídeo que exibe tropas descendo de rapel de um helicóptero até o convés do petroleiro e, em seguida, entrando na ponte do navio com rifles em punho.
Bondi disse que o petroleiro fazia parte de uma “rede ilícita de transporte de petróleo” usada para transportar o combustível sancionado da Venezuela e do Irã. Jornais americanos informaram que o petroleiro se dirigia a Cuba, outro rival dos Estados Unidos, e foi detido pela Guarda Costeira dos EUA.
De acordo com o jornal The New York Times, o petroleiro chama-se Skipper e navegava com uma bandeira falsa.
O periódico afirma que a embarcação foi interceptada por ordem de um juiz americano por causa dos vínculos prévios com o contrabando de petróleo do Irã, país que sofre sanções de Washington, e não por uma relação com o governo de Nicolás Maduro, mesmo que estivesse transportado petróleo venezuelano.

