Nordeste puxou as vendas de cimento que fechou o ano em alta

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A venda do cimento reflete o aquecimento do setor da construção civil/Arquivo/Colabora
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A atividade consolidou a retomada iniciada com a recuperação de 3,9% registrada em 2024, informou o sindicato da indústria

Por Misto Brasil – DF

As vendas de cimento em dezembro somaram 4,9 milhões de toneladas, um aumento de 4,7% em relação ao mesmo mês de 2024, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).

O setor encerrou 2025 com um total de 67 milhões de toneladas comercializadas, acumulando uma alta de 3,7% em 2025 — o que representa 2,4 milhões de toneladas a mais sobre o ano anterior.

A atividade consolidou a retomada iniciada com a recuperação de 3,9% registrada em 2024. Todas as regiões apresentaram crescimento anual acumulado, com liderança do Nordeste (7,2%), seguido por Norte (4,0%), Sul (3,1%), Sudeste (2,7%) e Centro-Oeste (1,9%).

Na atividade da construção habitacional, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) consolidou-se como vetor essencial para a indústria do cimento. No acumulado do ano até setembro, os lançamentos do programa cresceram 7,9%. As vendas registraram alta de 15,5%.

No setor de infraestrutura, o saneamento continuou atraindo investimentos. No segmento rodoviário, o pavimento de concreto seguiu avançando como solução de maior durabilidade, mais sustentável e alinhada às diretrizes de descarbonização do Ministério dos Transportes.

Estados como Paraná, Santa Catarina, Goiás e o Distrito Federal destacaram-se por fortes aportes nessa tecnologia.

A solução também tem sido replicada em ruas e avenidas de cerca de 200 municípios, valorizando atributos como a redução do consumo de combustível, ilhas de calor e maior luminosidade das vias.

“Celebramos também o sucesso da nossa agenda ambiental, com recorde no coprocessamento e o lançamento do Roadmap Net Zero durante a COP 30″, observou o presidente do sindicato, Paulo Camilo Penna.

“Fechamos o ano consolidando a recuperação, mas atentos à conjuntura econômica, especialmente à taxa Selic e ao impacto do endividamento na renda das famílias”.

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