Quem é João Mansur, fundador da Reag que foi fechada

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Investidor João Carlos Reag, que está sendo investigado por conta da Reag/Arquivo/Revista Investidor
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Passou por grandes empresas antes de fundar, em 2012, a Reag Investimentos, que em poucos anos ficou uma das maiores empresas do ramo

Por Misto Brasil – DF

Foi decretada nesta quinta-feira (15), pelo Banco Central (BC), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da gestora de fundos Reag.

A empresa é suspeita de estar envolvida em um esquema fraudulento com o Banco Master. Seu fundador é João Carlos Mansur, que foi um dos alvos de busca e apreensão da nova fase da Operação Compliance Zero.

Segundo o colunista Lauro Jardim, Mansur está no exterior.

Leia: Banco Central decreta liquidação da CBSF DTVM, ex-Reag

Leia: investigação não afasta Nelson Tanure da Light

Parte das suspeitas envolvendo o Master foi identificada pelo BC e encaminhada para investigadores.

Um dos fatos que chamou atenção foi uma sequência de transações relâmpagos feitas por uma rede de fundos de investimento administrados pela gestora de recursos Reag DTVM a partir de um empréstimo de R$ 459 milhões da instituição financeira de Daniel Vorcaro. Uma das operações consideradas suspeitas teve rentabilidade de 10.502.205,65% em 2024.

Formado em Ciências Contábeis, Mansur possui MBA em gestão financeira e administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em seu perfil profissional no LinkedIn, ele afirma ter mais de 35 anos de experiência nas áreas de auditoria, controladoria, gestão financeira, desenvolvimento de negócio e análise de investimentos e gestão empresarial.

Mansur passou por grandes empresas antes de fundar, em 2012, a Reag Investimentos, que em poucos anos ficou conhecida como uma das maiores gestoras independentes de fundos do país.

Em setembro, porém, depois de ser um dos alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga o envolvimento do PCC na distribuição de combustíveis, a Reag anunciou a venda de seu controle acionário e a saída de Mansur da presidência do conselho.

Foi também naquele mês que Mansur deixou outros cargos para conter crise de credibilidade. Ele presidia o Conselho de Administração do Grupo Azevedo & Travassos, empresa de engenharia, infraestrutura e energia, cargo que ocupava desde novembro de 2024.

No mesmo período, integrou o Conselho de Administração da SteelCorp, grupo industrial com negócios nas áreas de aço, mineração e energia.

Em julho do ano passado, depois de quase seis anos, Mansur saiu também do conselho da Lux Oil & Gas International, empresa do setor de petróleo e gás com operações no exterior.

O empresário também chegou a presidir por um ano o Conselho de Administração da GetNinjas, plataforma digital de contratação de serviços, entre novembro de 2023 e dezembro de 2024.

Mansur também construiu a reputação de ser um dos empresários mais influentes na interseção entre o mercado financeiro e o futebol brasileiro, desembolsando cifras bilionárias nesses negócios. Ele é conselheiro influente no Palmeiras, gestor das finanças do estádio do Corinthians e articulador de investimentos bilionários em clubes como Juventus e Portuguesa.

Mansur também teve forte presença no setor imobiliário. Ao longo dos anos, integrou conselhos de administração de empresas como Santos Dumont Empreendimentos Imobiliários, envolvida no desenvolvimento do projeto Bossa Nova Mall, no aeroporto Santos Dumont, no Rio.

Também participou do conselho da FYP Engenharia, com projetos residenciais voltados ao programa Minha Casa Minha Vida, e da FRJR Empreendimentos Imobiliários, especializada em centros comerciais de pequeno e médio porte. (Texto do site InfoMoney)

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