Dólar teve queda de mais de 1% e a bolsa vai muito bem

Ibovespa bolsa brasileira B3 Misto Brasil
O Brasil possui poucos investidores na bolsa e ainda são conservadores/Arquivo/Pampa
Compartilhe:

O último recorde  do Ibovespa intradia foi registrado ontem (20), quando o índice atingiu os 166.467,56 pontos durante a sessão

Por Misto Brasil – DF

O dólar sofreu pressão ante as moedas emergentes, entre elas, o real, com a valorização das commodities e o recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre novas tarifas a países europeus e ‘disputa’ pela Groenlândia.

Nesta quarta-feira (21), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,208, com queda de 1,11%.

O movimento destoou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,15%, aos 98.791 pontos.

Na análise sobre o mercado por Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a informação é que no campo político, o tom mais moderado do discurso de Donald Trump em Davos contribuiu para a redução dos prêmios de risco.

No campo geopolítico, o tom mais moderado do discurso de Donald Trump em Davos contribuiu para a redução dos prêmios de risco globais.

No Brasil, embora o cenário externo contribuiu como um vetor relevante para o câmbio, destaca-se a os elevados fluxos globais para ativos locais/emergentes neste início de ano, sustentando a valorização do real frente ao dólar.

O Ibovespa caminha para fechar o quarto pregão consecutivo em alta, superando pela primeira vez o patamar dos 170 mil pontos, em um dia em que vários fatores jogaram na mesma direção.

Ibovespa saltou dos 166 mil pontos para os 171 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta quarta-feira (21), com ganho de mais de 3,5 mil pontos.

Por volta de 16h30 (horário de Brasília), oprincipal índice da bolsa brasileira alcançou os 171.101,42 pontos, com avanço de 2,90%, em nova máxima histórica.

O último recorde intradia foi registrado ontem (20), quando o índice atingiu os 166.467,56 pontos durante a sessão.

O movimento foi liderado pelas blue chips, com destaque para a Petrobras, concentrando fluxo relevante e elevando o valor de mercado da companhia ao maior nível desde abril do ano passado.

A alta reflete a continuidade do forte fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, em meio a uma rotação global para mercados emergentes, favorecida pelo alívio geopolítico após declarações mais moderadas de Donald Trump em Davos.

No plano doméstico, pesquisas eleitorais indicando avanço nas pesquisas do candidato da oposição também ajudaram a melhorar a percepção de risco local, consolidando um pregão de bolsa em patamar recorde, dólar em menor nível no ano e forte movimento de queda dos juros futuros.

Segundo dados da B3, a base de investidores em BDRs (certificados que replicam ações de empresas estrangeiras) alcançou 1 mi contas, enquanto os BDRs de ETFs somaram 37.472 investidores (crescimento de 5%).

O valor sob custódia dos ativos também avançou ao longo de 2025, totalizando um estoque combinado de R$ 57,2 bilhões.

Esse montante é composto por R$ 26,0 bilhões em BDRs não patrocinados, que registaram um crescimento de 9% em comparação aos R$ 23,8 bilhões de dezembro de 2024, R$ 5,3 bilhões em BDRs de ETFs, representando um avanço de 40% ante os R$ 3,8 bilhões do período anterior e; R$25,9 bilhões em BDRs Patrocinados.

Em volume negociado, os BDRs totalizaram R$ 214 bilhões, uma evolução de 47% em relação aos R$ 146 bilhões de 2024. Já os ETFs globais movimentaram R$ 12,3 bilhões no ano, alta de 56% sobre os R$ 8 bilhões reportados no encerramento do ano anterior.

 

Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas

Assuntos Relacionados

DF e Entorno

Oportunidades




Informativo Misto Brasil

Inscreva-se para receber conteúdo exclusivo gratuito no seu e-mail, todas as semanas